Acordo comercial histórico avança após aprovação pelo Conselho Europeu, mas desafios permanecem
A aprovação do acordo Mercosul-União Europeia avança, reunindo 720 milhões de pessoas e PIB de mais de US$ 22 trilhões.
Acordo Mercosul-União Europeia avança após 26 anos de negociações
O Acordo Mercosul-União Europeia, que promete criar um dos maiores blocos econômicos do mundo, reúne cerca de 720 milhões de pessoas e um PIB superior a US$ 22 trilhões. Recentemente, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) do Brasil comemoraram a aprovação da assinatura do acordo pelo Conselho Europeu, uma etapa crucial após 26 anos de negociações.
Detalhes da aprovação
A nota conjunta divulgada pelos ministérios brasileiros informa que a cerimônia de assinatura dependerá de um acordo entre os países do Mercosul e a União Europeia. Este acordo é considerado o maior já negociado pelo Mercosul e um dos mais significativos da União Europeia com outros parceiros comerciais. A expectativa é que a assinatura ocorra em breve, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, liderando a assinatura.
Objeções e desafios no Parlamento Europeu
As capitais da União Europeia têm até as 17 horas do mesmo dia para apresentar objeções e formalizar a votação que dará respaldo político à aprovação. O ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, explicou que a aprovação no Parlamento Europeu ainda é necessária. Ele alertou que alguns deputados europeus desejam que o tribunal superior da UE analise o acordo, o que pode atrasar o processo.
Reações e posições divergentes
Entre as reações, a ministra francesa da Agricultura, Annie Genevard, expressou que a batalha ainda não está ganha. Ela prometeu lutar contra a aprovação no Parlamento, onde a votação pode ser apertada. Por outro lado, o social-democrata alemão Bernd Lange, presidente da comissão de comércio do Parlamento, demonstrou otimismo sobre a aprovação, prevendo um voto entre abril e maio.
O que vem a seguir?
Uma vez aprovado pelo Parlamento Europeu, a parte comercial do acordo entrará em vigor bilateralmente, desde que cada Estado Parte do Mercosul ratifique. Além disso, algumas seções do acordo, que vão além da política comercial, precisarão ser votadas nos parlamentos nacionais da UE, conforme os procedimentos constitucionais de cada país. Essa complexidade evidencia os desafios que ainda precisam ser superados para a conclusão do acordo.
O acordo Mercosul-União Europeia representa uma oportunidade significativa para a integração econômica entre a América do Sul e a Europa, mas os próximos passos exigem cautela e atenção às objeções levantadas por diversos setores na Europa. Os desdobramentos nos próximos meses serão cruciais para determinar o futuro da parceria entre os dois blocos.
Fonte: www.moneytimes.com.br
