Nova tecnologia de monitoramento dos motores da F1 em 2026

Erik Junius

Entenda como os novos medidores de fluxo transformarão o desempenho dos carros

Descubra como a nova tecnologia de medição impactará a Fórmula 1 em 2026.

A Fórmula 1 de 2026 está prestes a experimentar uma revolução tecnológica com a introdução de novos medidores de fluxo que monitoram com precisão a quantidade de combustível utilizada pelos carros. Essa mudança, que surge em um contexto de evolução dos motores, promete impactar significativamente a eficiência e a competitividade das equipes.

A importância dos medidores de fluxo na F1

Os medidores de fluxo têm um papel crucial na Fórmula 1, especialmente desde a introdução dos motores turbo-híbridos. Eles limitam a quantidade de combustível que os carros podem carregar e a taxa de fluxo, forçando os fabricantes a inovar para melhorar a eficiência da combustão. Em 2026, essas inovações se intensificam com o novo ciclo técnico e a implementação de uma abordagem mais sofisticada.

A nova abordagem da Allengra

A Allengra, empresa vencedora do contrato para fornecer os novos medidores, trará um dispositivo que combina dois medidores separados, um para as equipes e outro criptografado para a FIA, em uma única unidade compacta. De acordo com Niels Junker, co-CEO da Allengra, essa nova arquitetura torna mais difícil para as equipes manipularem os dados de fluxo, já que os dois tubos que transportam o combustível têm geometrias diferentes e operam em frequências distintas.

Medição de fluxo em alta frequência

O novo medidor de fluxo opera entre 4 e 6 kHz, o que é aproximadamente três vezes mais rápido que os sensores atualmente utilizados. Essa alta taxa de medição permite que os dados sejam coletados até 6.000 vezes por segundo, garantindo uma precisão sem precedentes. Para validar essas medições, a Allengra desenvolveu um sensor ultrassônico interno que opera a 20 kHz, superando os sensores convencionais usados pelas equipes.

Mudanças nas regulamentações da FIA

Com as novas regras da FIA, a partir de 2026, além da medição do fluxo de combustível em massa, será introduzida a verificação do fluxo de energia do combustível utilizado. Cada tipo de combustível terá suas características e valores de energia certificados por um órgão independente antes de ser utilizado nas pistas. Isso significa que as equipes precisarão não apenas regular a massa do combustível, mas também controlar a energia fornecida ao motor, com um limite máximo estabelecido de 3000 MJ/h.

Implicações para as equipes

Essa mudança nas regras pode impactar a estratégia das equipes, especialmente na escolha do combustível. Um combustível com maior densidade energética permitirá que as equipes carreguem menos massa, mantendo o mesmo nível de energia. Essa competição na qualidade do combustível se tornará um fator estratégico a ser observado nas corridas.

Conclusão

A introdução dessa nova tecnologia de monitoramento representa um passo significativo para a Fórmula 1, não apenas em termos de competição, mas também em relação à sustentabilidade e eficiência energética. À medida que nos aproximamos de 2026, a expectativa é de que essas inovações transformem o cenário da F1 e elevem o nível das corridas, tornando-as mais emocionantes e competitivas.

Fonte: www.autosport.com

Fonte: Erik Junius

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