Decisão de Trump visa reformular a atuação do país em organismos globais
Marco Rubio detalha a decisão dos EUA de se retirar de organizações internacionais, citando ineficiência e falta de transparência.
Na terça-feira, 7 de janeiro de 2026, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a retirada do país de 66 organizações internacionais. Essa decisão, tomada pelo presidente Donald Trump, resulta em uma crítica direta às estruturas multilaterais, que são vistas como ineficientes e opacas. No comunicado, Rubio destacou que os Estados Unidos são um dos maiores doadores humanitários do mundo e, portanto, devem liderar a ordem internacional de forma mais eficaz.
A justificativa para a saída
Rubio argumentou que a saída dos EUA de organizações internacionais é motivada por uma série de fatores. Segundo ele, esses órgãos tornaram-se plataformas para o ativismo politizado, desviando-se de seus objetivos originais. Ele alegou também que várias dessas instituições, incluindo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), têm financiado práticas que vão contra os interesses americanos, como o financiamento de abortos forçados.
Além disso, mencionou o desperdício de recursos por parte da Convenção-Quadro da ONU e políticas do Fórum Permanente da ONU sobre Afrodescendentes que, segundo ele, são abertamente racistas. Entretanto, Rubio não apresentou evidências concretas para sustentar essas alegações, o que levanta questões sobre a veracidade das críticas feitas.
As organizações afetadas
A decisão de Trump afeta 66 organizações, das quais 31 estão ligadas à ONU. Entre os órgãos de cooperação global listados, muitos desempenham papéis cruciais em áreas como saúde, direitos humanos e desenvolvimento sustentável. Essa retirada representa um golpe significativo para o sistema multilateral, que já enfrenta desafios em sua eficácia e relevância no cenário contemporâneo.
Consequências para a política externa
Desde o início do segundo mandato de Trump, a administração tem se distanciado de acordos e tratados internacionais. A saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Acordo de Paris sobre o clima são exemplos de uma postura cada vez mais isolacionista. Rubio afirmou que essa abordagem não significa que os EUA estejam se afastando do mundo, mas sim que estão rejeitando um modelo de multilateralismo que, segundo ele, prejudica a soberania nacional.
Reações e implicações
A decisão de retirar-se de tantas organizações gerou reações mistas. Enquanto apoiadores da administração veem isso como um retorno ao nacionalismo e uma reafirmação da soberania americana, críticos argumentam que essa postura pode enfraquecer a posição dos EUA no cenário global. A falta de cooperação pode impactar iniciativas que dependem de esforços conjuntos, especialmente em tempos de crises globais.
O futuro da diplomacia americana
Com essa mudança, os EUA podem redefinir suas relações internacionais e a forma como se engajam com outras nações. A administração Trump parece inclinada a promover uma nova ordem mundial, onde a soberania é priorizada em relação à colaboração. Essa estratégia, no entanto, pode ter efeitos duradouros sobre a influência americana e a estabilidade global.
A saída dos EUA de organizações internacionais é um passo audacioso que poderá moldar o futuro da diplomacia americana e seu papel no mundo. O tempo dirá se essa decisão é a resposta certa para os desafios que o país enfrenta globalmente.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida mostra Marco Rubio dos EUA
