Como cientistas realizam a busca por dinossauros?

EvgeniyShkolenko/Getty Images

Entenda as técnicas e desafios enfrentados na paleontologia atual

Descubra como cientistas encontram fósseis de dinossauros e os desafios dessa busca.

Como cientistas buscam dinossauros?

Os dinossauros são criaturas que fascinam a humanidade, e sua busca por fósseis envolve um trabalho meticuloso. No Brasil, paleontólogos como Rodrigo Miloni Santucci, da Universidade de Brasília, destacam que o primeiro passo na busca é identificar o tipo correto de rocha, especialmente rochas sedimentares que datam de 230 a 66 milhões de anos, período em que estes animais viveram.

O papel das rochas sedimentares na paleontologia

Essas rochas são formadas a partir do acúmulo de lama e areia ao longo do tempo, e a pesquisa se concentra principalmente em rochas de origem continental. Santucci explica que rochas mais antigas não são relevantes para a busca, pois os dinossauros ainda não existiam, enquanto as mais recentes pertencem a um período pós-extinção.

Ferramentas para a prospecção

Para localizar essas rochas, mapas geológicos e imagens de satélite são instrumentos essenciais. O Brasil conta com levantamentos geológicos que indicam áreas com potencial para fósseis. Além disso, a experiência prévia dos pesquisadores é fundamental. O professor Carlos D’Apólito, da Universidade Federal da Grande Dourados, afirma que muitos locais escolhidos para expedições são aqueles onde fósseis já foram encontrados anteriormente, mas também há buscas em regiões inexploradas.

A importância do ambiente na coleta de fósseis

O acesso ao terreno é um fator determinante para o sucesso da prospecção. Áreas abertas, como cortes de estrada e margens de rios, facilitam o trabalho, enquanto locais com vegetação densa dificultam a busca. Além disso, relatos de moradores locais, que frequentemente encontram fósseis, são valiosos para os pesquisadores.

O processo de identificação de fósseis

Após a coleta, os fósseis são levados para o laboratório, onde passam por um processo de preparação cuidadosa. O diretor do Museu Nacional da UFRJ, Alexander Kellner, explica que a identificação inicial ocorre no campo, mas o verdadeiro reconhecimento acontece no laboratório, onde a rocha que envolve o fóssil é removida. Essa fase é crucial para determinar a que grupo o fóssil pertence.

A relação entre descobertas e publicações científicas

O intervalo entre a descoberta de um fóssil e sua publicação científica pode variar bastante. Alguns fósseis são descritos em um ou dois anos, enquanto outros podem ser guardados por décadas até que um pesquisador se dedique a estudá-los. Curiosamente, nem sempre os ossos são os elementos mais informativos. Santucci relata que uma de suas descobertas mais intrigantes envolveu fezes fossilizadas, conhecidas como coprólitos, que forneceram informações valiosas sobre a dieta dos dinossauros.

Novas tecnologias na paleontologia

A evolução das tecnologias tem contribuído significativamente para a paleontologia moderna. Santucci menciona o uso de tomografia computadorizada, que permite reconstruir partes do cérebro e do sistema nervoso dos dinossauros. Esses avanços ajudam a inferir características como olfato e audição, além de análises químicas que revelam a dieta e as condições climáticas do ambiente em que viveram. Com isso, a compreensão sobre o comportamento e a ecologia dos dinossauros se torna cada vez mais precisa.

A busca por dinossauros é uma jornada repleta de desafios, mas também de descobertas fascinantes que continuam a enriquecer nosso entendimento sobre a história da vida na Terra.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: EvgeniyShkolenko/Getty Images

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