Conflito entre os países intensifica com novos ataques e reunião da ONU
Ataque com míssil Oreshnik deixa mortos e sem aquecimento milhares de ucranianos.
Situação crítica na Ucrânia após ataque com míssil Oreshnik
Um ataque devastador com o míssil Oreshnik da Rússia, ocorrido na última sexta-feira, resultou na morte de pelo menos quatro pessoas em Kiev e feriu mais de 20. O ataque também deixou aproximadamente 6.000 prédios residenciais sem aquecimento em meio a temperaturas que caíram bem abaixo de zero. Este evento trágico provocou a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que está programada para ocorrer nesta segunda-feira.
Detalhes do ataque e suas consequências
As autoridades ucranianas relataram que o míssil foi disparado em um alvo na parte oeste do país, como parte de um ataque noturno que também incluiu drones. A Rússia justificou o ataque afirmando que seria uma retaliação a uma tentativa de ataque ucraniano contra uma de suas residências presidenciais, uma alegação que foi prontamente negada por Kiev. A tensão na região aumentou, sendo considerada uma clara escalada do conflito.
Os líderes europeus condenaram o ataque russo, caracterizando-o como uma tentativa de instigar medo e desestabilizar ainda mais a situação no país, onde a população já enfrenta severas dificuldades devido ao inverno rigoroso.
Resposta internacional e a posição dos EUA
O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou sobre a situação, sugerindo que Putin teme os Estados Unidos, mas não a Europa, e declarou que uma missão para capturar o líder russo não seria necessária. Essas declarações geraram preocupação entre os líderes europeus, que estão avaliando a melhor forma de responder à nova agressão russa.
Enquanto isso, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky mencionou em seu discurso noturno que os negociadores ucranianos continuam em contato com os EUA, buscando apoio em meio à escalada do conflito.
Impacto humanitário em Kiev
A situação em Kiev está se tornando cada vez mais desesperadora, com muitos cidadãos enfrentando a falta de aquecimento e água. Galina Turchin, uma pensionista de 71 anos, relatou que não consegue cozinhar há dois dias devido à interrupção dos serviços públicos, e vários moradores da cidade estão lidando com a realidade de viver em apartamentos sem aquecimento durante o inverno rigoroso.
As autoridades locais estão trabalhando para restaurar os serviços essenciais, mas alertaram que a infraestrutura elétrica e de aquecimento está sob pressão severa, causando uma crise humanitária que se agrava a cada dia.
Aumento das tensões e novos ataques
Além do ataque em Kiev, a Ucrânia também realizou um ataque de drone em Voronezh, na Rússia, que causou danos significativos a prédios residenciais e feriu várias pessoas. O governador local confirmou que a cidade enfrentou um dos ataques de drone mais intensos desde o início das operações militares russas, evidenciando a escalada das hostilidades entre os dois países.
A resposta da Ucrânia a esses ataques tem sido uma estratégia de contra-ofensiva, visando desestabilizar os esforços de guerra da Rússia, enquanto continua a solicitar apoio internacional para fortalecer suas defesas.
Conclusão: A necessidade de ação internacional
Com a ONU se preparando para discutir os recentes ataques russos, o apelo do ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, por uma resposta unificada da comunidade internacional é mais urgente do que nunca. Ele instou os membros do Conselho de Segurança a exigir o fim da agressão russa e a proteção dos civis, destacando a importância de restaurar a paz e a segurança na região. O cenário atual exige ação rápida e eficaz para evitar uma tragédia humanitária ainda maior à medida que o conflito se intensifica.
Fonte: www.independent.co.uk
