O ex-presidente dos EUA advertiu Cuba a negociar antes que seja tarde demais.
Trump advertiu Cuba a fazer um acordo antes que seja tarde, após a invasão da Venezuela.
Trump alerta Cuba em meio a tensões regionais
No início da manhã de domingo, Donald Trump emitiu um aviso ao governo cubano para que “faça um acordo” antes que seja tarde demais. O ex-presidente expressou sua preocupação em uma postagem no Truth Social, alertando Cuba sobre as possíveis consequências após a invasão da Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro.
Trump, que tem 79 anos, intensificou suas ameaças a várias nações latino-americanas, incluindo Cuba e seu líder Miguel Díaz-Canel. Ele afirmou que a ilha caribenha depende há anos de grandes quantidades de petróleo e dinheiro da Venezuela, e agora essa fonte pode se esgotar. “Cuba viveu, por muitos anos, de grandes quantidades de petróleo e dinheiro da Venezuela”, disse Trump, ressaltando que a situação mudou drasticamente.
A invasão da Venezuela e suas implicações
A invasão dos Estados Unidos à Venezuela, conforme Trump, alterou o equilíbrio de poder na região. Ele afirmou que a Venezuela não precisa mais de proteção de Cuba, que por muito tempo atuou como um suporte para os líderes venezuelanos. “A maioria dos cubanos está morta devido ao ataque dos EUA da semana passada”, continuou Trump, enfatizando que a segurança do país agora está sob a proteção dos EUA.
O ex-presidente concluiu sua mensagem com uma advertência clara: “NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO OU DINHEIRO VINDO PARA CUBA – ZERO!” Ele solicitou que o governo cubano considerasse um acordo, destacando a urgência da situação.
Reunião com executivos de petróleo
Na sexta-feira, Trump se reuniu na Casa Branca com cerca de duas dezenas de executivos de empresas de petróleo, incluindo Chevron e Exxon. O objetivo era pressionar esses empresários a investir bilhões nas vastas reservas de petróleo da Venezuela. Contudo, a reunião não atingiu as expectativas, uma vez que a maioria das empresas hesitou em assumir novos compromissos financeiros.
As reações de Cuba e dos EUA
Diante das ameaças de Trump, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel expressou sua preocupação. Ele reiterou o compromisso de Cuba em defender sua soberania, afirmando que eles estão dispostos a lutar até as últimas consequências. “Estamos prontos para dar até nosso próprio sangue, mas a um preço muito alto”, disse Díaz-Canel em resposta ao clima de tensão.
Enquanto isso, Trump e seus oficiais de governo têm frequentemente mencionado Cuba como um alvo potencial e culpam a ilha por muitos dos problemas enfrentados pela Venezuela. O Secretário de Estado, Marco Rubio, sugeriu que um dos maiores desafios que os venezuelanos enfrentam é a necessidade de se declarar independentes de Cuba.
O cenário geopolítico em mudança
Além das ameaças a Cuba, Trump não descartou a possibilidade de enviar tropas dos EUA para outros países da região, como Colômbia e México, em um curto espaço de tempo. Essa postura levanta preocupações sobre um possível aumento das tensões na América Latina.
O futuro da relação entre os EUA e Cuba permanece incerto, especialmente com as recentes declarações do ex-presidente e as ações militares em andamento na Venezuela. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, na esperança de que um acordo pacífico possa ser alcançado antes que a situação se agrave ainda mais.
Fonte: www.thedailybeast.com
Fonte: Agência
