X Corp processa editoras de música por alegada ‘conspiração’ do setor

Geopix/Alamy

Elon Musk's X alega colusão para forçar acordos de licenciamento

X Corp entrou com uma ação contra editoras musicais, acusando-as de colusão para forçar acordos de licenciamento.

A X Corp, do empresário Elon Musk, apresentou uma ação antitruste contra várias editoras de música, incluindo a National Music Publishers’ Association (NMPA), acusando-as de colusão para forçar a plataforma a aceitar licenças em condições desfavoráveis. A queixa foi protocolada na sexta-feira, 9 de janeiro, no Tribunal Distrital dos EUA para o Norte do Texas.

Acusações de colusão e notificações excessivas

No centro da reclamação da X está a alegação de que a NMPA organizou uma campanha para inundar a plataforma com notificações de remoção sob a DMCA, resultando em mais de 200.000 postagens atingidas no primeiro ano e quase 500.000 desde que as principais editoras se uniram à iniciativa em 2023. A X argumenta que esta ação visava pressionar a empresa a entrar em acordos de licenciamento em vez de abordar preocupações legítimas sobre direitos autorais.

O impacto das notificações de remoção

De acordo com o processo, a NMPA começou a bombardear a X com notificações de remoção a partir de dezembro de 2021, fazendo com que a empresa suspendesse mais de 50.000 usuários devido a alegações de infração de direitos autorais. A X alega que esses avisos incluíam conteúdo de criadores populares e de alto perfil, incluindo artistas e organizações conhecidas. Essa prática, segundo a X, não só prejudica a plataforma, mas também atinge injustamente seus usuários.

O que está em jogo na disputa legal

X está buscando uma injunção permanente, danos triplicados, danos punitivos, custos e honorários advocatícios. A reclamação destaca que as editoras de música envolvidas detêm mais de 90% do mercado de licenciamento de composições musicais nos Estados Unidos. A X alega que a colusão entre as editoras impede a concorrência e força a empresa a aceitar termos desfavoráveis.

Reação da NMPA e defesa da indústria

Em resposta às alegações, o presidente da NMPA, David Israelite, afirmou que a X é a única grande plataforma de mídia social que não licencia as músicas em sua plataforma. Ele argumentou que a ação da X é uma tentativa de desviar a atenção das suas práticas de infração de direitos autorais. A NMPA e outras editoras de música também podem argumentar que os acordos de licenciamento que a X contesta são práticas comuns na indústria, sendo que outras plataformas já se adaptaram a esses modelos.

O futuro da X e da indústria musical

A disputa legal entre a X Corp e as editoras de música está longe de ser resolvida. Com negociações em andamento e o potencial para um acordo amigável, o desfecho deste caso poderá impactar significativamente as práticas de licenciamento na indústria musical e a forma como plataformas de mídia social interagem com conteúdo protegido por direitos autorais. O processo de X pode ser visto como um divisor de águas que poderia estabelecer novos precedentes para licenciamento no setor.

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