Após votação no Senado, Trump faz chamadas 'iradas' para senadores republicanos
Trump fez chamadas iradas para senadores que votaram a favor da resolução de poderes de guerra.
Trump ameaça senadores do GOP após votação de poderes de guerra
Em 9 de janeiro de 2026, o Senado dos EUA votou para avançar a resolução de poderes de guerra relacionada à Venezuela, provocando uma reação intensa do presidente Donald Trump. Ele fez chamadas ‘iradas’ para cinco senadores republicanos que se juntaram aos democratas na votação, exigindo que a administração buscasse a aprovação do Congresso para ações militares futuras no país.
Senadores republicanos que cruzaram a linha
Os senadores que votaram a favor da resolução são Josh Hawley (R-Mo.), Lisa Murkowski (R-Alaska), Rand Paul (R-Ky.), Susan Collins (R-Maine) e Todd Young (R-Ind.). Este voto foi um movimento procedural que prepara a legislação para uma votação completa no Senado, que exigirá uma maioria simples.
Chamadas diretas e ameaças de Trump
Logo após a votação, Trump ameaçou os senadores com desafios nas primárias, prometendo que eles seriam destituídos de seus cargos. As chamadas foram descritas como ‘diretas, mas cordiais’, embora Trump tenha criticado fortemente a senadora Collins e elevado a voz durante a conversa. Collins, que está concorrendo à reeleição neste ano, ainda não anunciou seus planos políticos, mas fontes próximas disseram que a retórica de Trump não afetará sua decisão.
Declaração de Trump e repercussões
Após a votação, Trump postou em sua rede social, Truth Social, que todos os cinco senadores ‘nunca deveriam ser eleitos novamente’. Ele argumentou que a votação ‘compromete gravemente a autodefesa e a segurança nacional’, afirmando que isso impede sua autoridade como Comandante em Chefe. Além disso, Trump declarou que a Lei de Poderes de Guerra é inconstitucional, desafiando as interpretações legais anteriores.
Reações dos senadores
Alguns senadores, incluindo Hawley e Paul, expressaram apoio a Trump. Hawley, em particular, elogiou o presidente e sugeriu que poderia mudar seu voto quando o Senado considerar a passagem final da resolução. A Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentário sobre as chamadas realizadas por Trump e não confirmou as interações.
Conclusão
O episódio destaca a tensão crescente entre o presidente Trump e alguns membros do próprio partido em questões de política externa e a crescente pressão para que o Congresso tenha voz nas decisões militares. À medida que a votação avança para uma discussão mais ampla no Senado, as consequências políticas para os senadores que se distanciaram do apoio de Trump ainda são incertas.
Fonte: www.nbcnews.com
Fonte: President Donald Trump during a meeting at the White House on January 9, 2026.
