Presidente dos EUA busca alternativas para ativar internet durante protestos
Trump discute enviar Starlink ao Irã, onde internet está bloqueada.
Starlink para o Irã: Trump discute alternativas em meio aos protestos
No dia 9 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende conversar com Elon Musk sobre a possibilidade de enviar o sistema Starlink para ativar a internet no Irã. O país enfrenta um blackout de internet desde o início dos protestos, que começaram na última quinta-feira. “Se for possível, podemos retomar a internet”, declarou Trump aos repórteres no domingo.
Os protestos, que ocorreram em várias cidades, incluindo Teerã, continuam apesar das restrições severas à comunicação. As forças de segurança estão utilizando força letal para reprimir os manifestantes, com relatos de centenas, possivelmente milhares, de mortos. Vídeos obtidos mostram cenas de protestos e hospitais superlotados com vítimas.
A gravidade da repressão no Irã
Vídeos de centros forenses em Teerã revelaram a presença de centenas de corpos, enquanto médicos em diversas cidades relatam um aumento no número de mortos. A estimativa mais conservadora indica que pelo menos 2.000 pessoas foram mortas entre os dias 8 e 9 de janeiro. A falta de comunicação dificulta a verificação independente dos fatos. Organizações de monitoramento, como NetBlocks e Cloudflare, informaram que a conectividade no país permanece perto de zero, isolando o Irã em um momento crítico.
Reações internacionais e a resposta dos EUA
A comunidade internacional está reagindo com preocupação. O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou estar “chocado” com os relatos de uso excessivo da força e pediu contenção por parte das autoridades iranianas. Na Europa, oficiais também manifestaram suas preocupações, enquanto Israel entrou em alerta máximo diante da possibilidade de intervenção dos EUA.
Trump está programado para receber um briefing sobre as opções de resposta ao que está acontecendo no Irã. Entre as medidas discutidas, segundo relatos, estão operações cibernéticas e militares, embora haja cautela de que ataques diretos possam fortalecer a unidade do povo iraniano em torno de seu governo.
O posicionamento dos legisladores americanos
Diversos senadores dos EUA, incluindo Lindsey Graham e Rand Paul, expressaram opiniões divergentes sobre a melhor maneira de abordar a situação. Graham instou Trump a atacar a liderança iraniana, afirmando que isso poderia encorajar os manifestantes. Em contrapartida, Paul e outros senadores advertiram que ações militares poderiam unir os iranianos contra os EUA, em vez de enfraquecer o regime.
Mobilização da diáspora iraniana
Protestos e mobilizações ocorreram fora do Irã, com iranianos exilados organizando manifestações na Europa, Reino Unido, Turquia e Austrália. O príncipe Reza Pahlavi, um importante líder da diáspora, convocou a população a manter a pressão com protestos contínuos e greves.
Conclusão
A situação no Irã continua a evoluir, com a comunidade internacional observando atentamente o desenrolar dos eventos. A possibilidade de Trump colaborar com Elon Musk para oferecer uma solução de internet pode ser um passo importante para apoiar os manifestantes em sua luta contra o regime atual. Enquanto isso, a violência e a repressão persistem, com a necessidade urgente de uma resposta global para proteger os direitos humanos dos cidadãos iranianos.
