Edison José Torres Fernández, detido por críticas ao regime, faleceu em hospital
Um policial venezuelano morreu sob custódia do governo, após ser preso por traição à pátria em dezembro.
Morte sob custódia de policial venezuelano
No último sábado (10 de janeiro de 2026), Edison José Torres Fernández, um policial venezuelano de 52 anos, faleceu enquanto estava sob custódia do governo do país. Ele havia sido preso em 9 de dezembro de 2025, acusado de traição à pátria por compartilhar mensagens críticas ao regime de Nicolás Maduro. O caso levanta questões sérias sobre os direitos humanos e as condições de detenção na Venezuela.
Detalhes da prisão e morte
Torres foi detido em meio a um clima de repressão a opositores do governo. Sua prisão ocorreu um mês antes de sua morte, quando a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou a libertação de prisioneiros políticos. Apesar disso, o policial foi mantido sob custódia até seu falecimento.
O Ministério Público da Venezuela confirmou a morte, alegando que Torres sofreu um mal súbito e foi encaminhado a uma unidade de saúde. Segundo o órgão, ele chegou ao hospital com sinais vitais, mas acabou apresentando um acidente cerebrovascular, seguido de uma parada cardíaca, o que culminou em sua morte no hospital Dr. Domingo Luciani, localizado no leste de Caracas.
Reações e denúncias de direitos humanos
A ONG Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos (CLIPP) denunciou a morte de Torres e questionou as circunstâncias que levaram ao seu falecimento. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o tipo de atendimento médico que ele recebeu durante a custódia. A falta de informações oficiais sobre as circunstâncias da morte aumenta as preocupações sobre a transparência e o tratamento de prisioneiros políticos na Venezuela.
Liberdade de prisioneiros políticos
A CLIPP também criticou a lentidão na libertação de prisioneiros políticos no país. De acordo com familiares e defensores de direitos humanos, apenas cerca de 20 prisioneiros foram libertados até agora, em um contexto de promessas de reformas e mudanças por parte do governo.
Fernández era um policial com mais de 20 anos de serviço, atuando na polícia do estado de Portuguesa, que fica a cerca de 400 km de Caracas. Sua morte sob custódia é um reflexo das tensões políticas e da repressão que marcam a atualidade da Venezuela.
Considerações finais
O caso de Edison José Torres Fernández simboliza as dificuldades enfrentadas por muitos cidadãos venezuelanos que se opõem ao regime atual. Com a crescente pressão internacional e as denúncias de violações de direitos humanos, a situação no país continua a ser motivo de preocupação tanto para as autoridades locais quanto para a comunidade internacional.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Reprodução/Comitê de Familiares pela Liberdade dos Presos Políticos (CLIPP
