Aumenta o afastamento por fadiga e estresse no trabalho entre 2023 e 2025

Brazil Economy

Estudo revela que os afastamentos por questões de saúde mental triplicaram nos últimos anos, exigindo atenção das empresas.

Afastamentos por fadiga e estresse triplicaram entre 2023 e 2025, segundo estudo da VR, exigindo ações das empresas.

Aumento dos afastamentos por fadiga e estresse entre 2023 e 2025

A pesquisa realizada pela VR, divulgada em 12 de janeiro de 2026, mostrou um aumento alarmante nos afastamentos por fadiga, estresse e esgotamento emocional nas empresas. Entre 2023 e 2025, os registros desses afastamentos triplicaram, passando de 1,5% a 2,5% para 6% a 8%. Cássio Carvalho, diretor-executivo de Negócios da VR, destaca que a saúde mental se tornou um fator decisivo para a sustentabilidade dos negócios.

A relevância da saúde mental no ambiente corporativo

Segundo Carvalho, a saúde mental não deve ser vista apenas como um aspecto de bem-estar, mas sim como uma questão crítica que impacta diretamente a operação das empresas. Ignorar esse cenário pode resultar em riscos humanos, operacionais e financeiros. Para ele, é necessário implementar ações estruturadas de monitoramento e políticas de cuidado, que devem incluir o respeito às normas regulamentadoras de saúde e segurança no trabalho.

Números alarmantes e suas implicações

A pesquisa da VR, que analisou dados de mais de 30 mil empresas e cerca de 1,3 milhão de trabalhadores, revelou que a fadiga e o estresse são responsáveis por um aumento significativo nos afastamentos. Além disso, a análise das Classificações Internacionais de Doenças (CIDs) indicou uma sobreposição de diagnósticos, onde ansiedade e depressão mantiveram níveis elevados ao longo dos anos. Em 2023, os casos de ansiedade representavam 54% dos afastamentos, percentual que se manteve entre 48% e 50% em 2025.

A resposta das empresas e a NR-1

Com a atualização da NR-1, as empresas devem se adaptar para identificar e gerenciar riscos psicossociais. Essa norma exige que sejam considerados fatores como estresse ocupacional e assédio, além de sobrecarga de trabalho. As organizações precisam dedicar atenção aos registros de afastamento e adotar medidas preventivas para garantir um ambiente de trabalho mais saudável.

Necessidade de ações proativas

Cássio Carvalho ressalta que a gestão da jornada de trabalho não deve ser considerada apenas um custo operacional, mas sim um indicador de sucesso. As empresas que não se atentam a esses fatores correm o risco de sofrer quedas em sua produtividade e longevidade. Os dados ainda indicam que 42% das empresas que fecharam suas portas tinham predominância de jornadas intensivas, reforçando a necessidade de uma gestão de riscos ocupacionais eficaz.

Considerações finais

A crescente preocupação com a saúde mental no ambiente de trabalho ressalta a importância de ações estruturadas e de um monitoramento contínuo. As empresas devem se preparar para implementar as exigências da NR-1 até maio de 2026, a fim de garantir o bem-estar de seus colaboradores e a sustentabilidade de seus negócios.

Fonte: brazileconomy.com.br

Fonte: Brazil Economy

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