Estaduais de futebol iniciam em 2026 com premiações reduzidas

O novo regulamento do Paulistão é inspirado na Champions League (Reprodução/X)

Mudanças no calendário e queda no prestígio marcam o retorno dos campeonatos regionais

Os campeonatos estaduais de futebol começam em 2026 com mudanças significativas nas premiações e calendário.

Estaduais de futebol em 2026: início das competições

Os estaduais de futebol estão de volta em 2026, com seus primeiros jogos acontecendo neste final de semana. Após um calendário repleto de críticas e mudanças, a expectativa é baixa em relação à atratividade dos torneios regionais. Em 6 de janeiro, as competições foram iniciadas em três estados: Ceará, Paraná e Santa Catarina. No entanto, outros 15 estados também darão início às suas competições até o final deste fim de semana.

Mudanças no calendário e no formato das competições

Nos últimos anos, as discussões sobre o formato dos campeonatos estaduais têm sido frequentes. O inchaço do calendário, que levou alguns clubes a realizarem até 80 partidas em uma única temporada, resultou em uma necessidade de ajustes. A decisão da CBF foi reduzir as datas dedicadas aos estaduais, passando de 16 em 2025 para apenas 11 em 2026. Essa mudança reflete não apenas a quantidade de jogos, mas também a importância que esses torneios têm perdido ao longo dos anos.

Queda acentuada no público e nas arrecadações

As arquibancadas vazias se tornaram um símbolo da desvalorização dos estaduais. No Campeonato Carioca de 2025, a média de público foi de apenas 8.468 pagantes. Em Minas Gerais, a média foi de 7.070, enquanto em São Paulo, o número alcançou 12.398. Para efeito de comparação, o Brasileirão 2025 teve uma média de 25.531 pagantes por jogo, com um total de 9,7 milhões de ingressos vendidos. A queda na arrecadação com bilheteira tem impactado diretamente os investimentos dos clubes, que enfrentam folhas salariais cada vez mais altas.

Premiações reduzidas e novas regras

Outro fator que contribui para a desvalorização dos campeonatos estaduais é a queda nas premiações. Nos últimos quatro anos, por exemplo, o campeão do Campeonato Carioca não recebeu premiação em dinheiro. Um acordo entre os clubes e a FERJ determinou que apenas as cotas de TV seriam pagas, sem relação com o desempenho dos times. Para 2026, a nova configuração prevê que 70% dos ganhos sejam fixos, enquanto o restante estará atrelado ao desempenho na competição, com o vencedor recebendo R$ 10 milhões. Contudo, essa quantia ainda está longe do que os clubes obtêm em competições de maior prestígio, como a Copa do Brasil.

O prestígio em declínio dos estaduais

Historicamente, vencer um campeonato estadual já foi motivo de orgulho para muitos clubes. No entanto, atualmente, essa conquista não tem o mesmo valor. O exemplo de treinadores demitidos logo após vencer campeonatos regionais é emblemático. Cuca, que levou o Atlético Mineiro ao título mineiro em 2025, foi demitido apenas um mês depois. O mesmo ocorreu com Ramón Diaz, que foi campeão paulista com o Corinthians e foi desligado do cargo em seguida.

A nostalgia e a resistência dos estaduais

Mesmo com a desvalorização, a paixão dos torcedores pelos estaduais permanece. Momentos memoráveis, como o gol de barriga de Renato Gaúcho ou a conquista do Palmeiras após o jejum, continuam a ser lembrados. A nostalgia e a resistência dos estaduais mostram que, apesar das dificuldades, esses torneios ainda têm um lugar no coração dos fãs. A sequência de jogos começa com os estaduais de Alagoas, Amazonas, Bahia, e outros, até o dia 18 de janeiro, quando os estaduais de Paraíba e Roraima também entrarão em campo.

Com a volta dos estaduais, a expectativa é de que, mesmo em um cenário adverso, as competições possam ainda trazer emoção e rivalidade para os torcedores.

Fonte: portalleodias.com

Fonte: O novo regulamento do Paulistão é inspirado na Champions League (Reprodução/X)

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