Crise no Irã: Trump afirma que líder ‘quer negociar’ durante repressão a protestos

KHOSHIRAN/Middle East Images/AFP/Getty Images

Os protestos no Irã intensificam-se enquanto Trump considera resposta militar

Protestos no Irã ganham força enquanto Trump considera ações militares.

Crise no Irã: Protestos e repressão em meio a blackout de internet

Os protestos no Irã estão ganhando força, com Donald Trump considerando uma resposta militar severa diante da repressão violenta que se intensificou nos últimos dias. Na manhã deste domingo, 12 de janeiro de 2026, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que a conectividade da internet seria restaurada em breve, após mais de 84 horas de blackout, dificultando a comunicação e o acesso à informação no país. A situação se tornou crítica, com a agência de rastreamento de internet NetBlocks informando que a interrupção está limitando severamente a capacidade de comunicação.

Araghchi afirmou que as manifestações agora estão “sob controle total” após um fim de semana de violência. Ele alegou que os protestos foram “estimulados” por elementos externos e que as forças de segurança estão determinadas a “caçar” os responsáveis pela agitação. Apesar das declarações do governo, a realidade no terreno é obscura devido ao apagão, que tem dificultado a coleta de informações.

A crescente intensidade dos protestos

As manifestações no Irã, que começaram em resposta ao aumento do custo de vida, evoluíram para um dos maiores desafios ao regime do aiatolá Ali Khamenei. Desde o início dos protestos, a ONG Human Rights Activists News Agency relatou que pelo menos 538 pessoas foram mortas, incluindo 490 manifestantes, com mais de 10.600 detenções. A organização de direitos humanos Irã Human Rights confirmou a morte de pelo menos 192 manifestantes, mas acredita que o número total de mortos pode ser ainda maior.

A situação se agravou com a declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, na qual ele afirmou que está considerando uma ação militar “muito forte” contra o regime iraniano. Trump também mencionou que o líder iraniano tinha expressado interesse em negociar, afirmando: “Um encontro está sendo agendado… Eles querem negociar”. No entanto, Trump acrescentou que “podemos ter que agir antes de uma reunião”.

Reação do governo iraniano e contramanifestações

Em resposta ao crescente clamor popular, o governo iraniano organizou contramanifestações em várias cidades e emitiu alertas ao governo dos EUA sobre possíveis consequências em caso de ataque. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, acusou na mídia estatal de que inimigos do país estariam tentando aumentar a agitação e que “terroristas de fora” foram trazidos para a nação.

Enquanto isso, imagens de corpos acumulados fora de um necrotério ao sul de Teerã e relatos de funerais de membros das forças de segurança mortos durante os protestos despertaram indignação. A TV estatal exibiu imagens de prédios em chamas e funerais, confirmando a morte de membros das forças de segurança.

A resposta internacional e as consequências

A crescente violência e a repressão severa levantaram preocupações internacionais. Trump, em suas postagens nas redes sociais, afirmou que os EUA estão prontos para ajudar os manifestantes, prometendo “resgatar” aqueles que são alvejados pelo governo iraniano. A administração iraniana declarou três dias de luto nacional para honrar os “mártires”, incluindo os membros das forças de segurança mortos.

Reza Pahlavi, filho do xá deposto do Irã, expressou sua disposição de retornar ao país para liderar uma transição para um governo democrático. O cenário continua a evoluir rapidamente, com a possibilidade de um impacto significativo na dinâmica política da região.

Os próximos dias serão cruciais para determinar a continuidade dos protestos e a resposta do governo iraniano, assim como as ações que a comunidade internacional poderá tomar em resposta ao que está se desenrolando no país.

Fonte: www.theguardian.com

Fonte: KHOSHIRAN/Middle East Images/AFP/Getty Images

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