Investindo em gênero e natureza: oportunidades para DFIs e MDBs

CPI

A união entre gênero e natureza como caminho para impacto social e ambiental

A integração entre gênero e natureza oferece oportunidades para DFIs e MDBs em busca de impacto positivo.

Investir em gênero e natureza apresenta oportunidades significativas para instituições financeiras de desenvolvimento (DFIs) e bancos de desenvolvimento multilaterais (MDBs), especialmente à medida que a urgência para reverter a perda de biodiversidade cresce. Com a implementação do Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, torna-se cada vez mais crucial que essas instituições considerem o papel das mulheres como agentes de mudança em suas estratégias de investimento.

O papel das mulheres na sustentabilidade

As mulheres são fundamentais em diversas áreas que impactam a natureza e a biodiversidade. Como principais cultivadoras de culturas alimentares e guardiãs da agrobiodiversidade, elas desempenham papéis vitais na gestão de sistemas alimentares, água, florestas e na preservação do conhecimento ecológico tradicional. Portanto, garantir que os benefícios dos serviços ecossistêmicos sejam acessíveis de maneira equitativa é essencial, especialmente para as mulheres.

Oportunidades no financiamento da natureza

Com as recentes atualizações nas abordagens de financiamento da natureza propostas pelos MDBs, existe uma oportunidade para DFIs e investidores de impacto identificarem formas de integrar uma abordagem dual de gênero e natureza em seus processos de investimento. Essa ação pode ser guiada por insights coletados através de entrevistas com atores relevantes, como representantes de DFIs, MDBs e entidades de normatização.

Estratégias para integração de gênero e natureza

As instituições devem buscar formas práticas de incorporar uma perspectiva de gênero em suas operações. Isso pode incluir:

  • Desenvolver critérios de investimento que considerem o impacto sobre as mulheres e a biodiversidade.
  • Promover projetos que envolvam diretamente mulheres na gestão de recursos naturais.
  • Criar parcerias com organizações que apoiem a equidade de gênero em iniciativas ambientais.

Conclusão

A intersecção entre gênero e natureza não é apenas uma questão de justiça social; é uma estratégia crítica para garantir um futuro sustentável. DFIs e MDBs têm a responsabilidade de liderar pelo exemplo, demonstrando que é possível unir objetivos financeiros a impactos positivos na sociedade e no meio ambiente. Ao adotar uma abordagem que considere essas dimensões simultaneamente, essas instituições podem contribuir significativamente para a luta contra a perda de biodiversidade e promover a equidade de gênero.

Para mais informações e detalhes, os interessados podem baixar o [briefing completo sobre ação](https://www.climatepolicyinitiative.org/publication/investing-in-gender-and-nature-opportunities-for-dfis-and-mdbs/).

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