Díaz-Canel declara que relações devem ser baseadas em respeito mútuo e não em coerção econômica
Díaz-Canel reafirma que Cuba não tem diálogos com os EUA, enfatizando a necessidade de respeito mútuo.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda-feira (11) que seu governo não está atualmente em diálogos com os Estados Unidos. A declaração ocorre um dia após o presidente Donald Trump ter feito ameaças ao país caribenho, sugerindo que Cuba “faça um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE”. Essa situação surge em meio a tensões exacerbadas devido ao ataque dos EUA à Venezuela, que resultou na morte de oficiais cubanos.
Ameaças e a resposta de Cuba
Díaz-Canel usou a plataforma X para expressar sua posição. Ele ressaltou que as relações entre os EUA e Cuba precisam ser fundamentadas no respeito à lei internacional, e não em hostilidade ou coerção econômica. O presidente cubano destacou que sempre esteve disposto a manter um diálogo sério e responsável com os governos dos EUA, incluindo o atual, desde que esse diálogo se baseie em igualdade soberana e respeito mútuo.
Contexto das relações EUA-Cuba
Trump, em sua mensagem, criticou Cuba por depender do petróleo e dos recursos financeiros da Venezuela, que foi alvo de um ataque militar dos EUA no dia 3 de janeiro, resultando na morte de 32 oficiais cubanos e na prisão do presidente Nicolás Maduro. Antes desse ataque, Cuba recebia cerca de 35.000 barris de petróleo por dia da Venezuela, além de importações de México e Rússia.
Análise de especialistas
Andy S. Gómez, ex-reitor da Escola de Estudos Internacionais da Universidade de Miami, descreveu a situação entre os EUA e Cuba como “muito triste e preocupante”. Ele sugere que os comentários de Díaz-Canel podem ser uma tentativa de ganhar tempo enquanto o governo cubano decide como responder às ameaças. Gómez também observa que, durante a abertura das relações diplomáticas sob o governo de Barack Obama, Cuba não aproveitou a oportunidade para avançar nas negociações.
A posição de Cuba sobre diálogos
Díaz-Canel reafirmou que, além de contatos técnicos relacionados à migração, não existem diálogos com o governo dos EUA. O governo cubano alega que as sanções impostas pelos EUA resultaram em perdas superiores a 7,5 bilhões de dólares entre março de 2024 e fevereiro de 2025.
A atual crise em Cuba pode intensificar a necessidade de um diálogo mais construtivo, mas, por enquanto, as perspectivas parecem limitadas devido à escalada das tensões políticas. A comunidade internacional observa de perto o desenrolar da situação, que poderá ter implicações significativas para as relações na região.
Fonte: abcnews.go.com
Fonte: Agência
