Qualcomm Ventures destaca a evolução e o potencial do setor de tecnologia profunda no país.
Qualcomm Ventures destaca a oportunidade de investimento em deep tech na Índia, com foco em setores como IA e robótica.
Qualcomm Ventures, com 17 anos de experiência no mercado indiano, vê uma oportunidade crescente para investimentos em deep tech na Índia, especialmente em setores como inteligência artificial, robótica e semicondutores. Este movimento é um reflexo da maturação do ecossistema empreendedor indiano, que tradicionalmente se concentrou em startups de consumo e fintech.
Evolução do ecossistema de startups na Índia
Historicamente, a Índia tem sido reconhecida por suas inovações no setor de consumo, com empresas como Swiggy e Zomato alcançando saídas significativas. No entanto, o panorama está mudando. A formação da India Deep Tech Investment Alliance, que ocorreu em setembro de 2025, com um compromisso de US$ 1 bilhão, é um exemplo claro dessa transição. Essa aliança ganhou força em novembro com a adesão de investidores corporativos como Qualcomm Ventures.
Rama Bethmangalkar, diretor da Qualcomm Ventures na Índia, afirma que o momento é propício para explorar o potencial do deep tech. “Os empreendedores indianos estão se afastando de modelos de negócios voltados para o consumidor e se voltando para soluções baseadas em engenharia e ciência. Os setores de semicondutores e quantum estão ganhando destaque e isso está diretamente ligado à escala de consumo de IA na Índia.”
O crescimento do investimento em deep tech
Tradicionalmente, os investidores se mostravam mais interessados em aplicações voltadas para o consumidor, principalmente pela rapidez no retorno sobre o investimento. “As startups de deep tech apresentam um tempo de gestação mais longo, o que gerava hesitação por parte dos investidores. Contudo, essa percepção está mudando”, comenta Bethmangalkar. A Qualcomm, que começou suas operações na Índia em 2008, já investiu em empresas de deep tech desde o início, reconhecendo o potencial único do mercado local.
As startups emergentes em deep tech, como a IdeaForge, que produz sistemas de aeronaves não tripuladas, e a Ultraviolette, fabricante de motocicletas elétricas, estão demonstrando que a confiança dos investidores pode ser recompensada. Essas empresas estão explorando soluções inovadoras que vão além das aplicações tradicionais, como logística B2B usando drones.
A necessidade de um ecossistema de investidores
Apesar dos avanços, ainda há uma carência de suporte amplo de investidores no setor de deep tech na Índia. Embora a Qualcomm Ventures tenha se destacado como um dos primeiros apoiadores, Bethmangalkar enfatiza a necessidade de um ecossistema mais robusto para sustentar esses empreendedores. “Investidores com paciência e capital são essenciais, e a formação da IDTA é um passo importante nesse sentido.”
A aliança, composta por investidores indianos e americanos, pretende apoiar startups de deep tech nos próximos cinco a dez anos, abordando setores como robótica e computação quântica. A iniciativa visa aumentar o interesse de investidores, especialmente após o governo indiano anunciar um aporte de quase US$ 12 bilhões para fomentar a pesquisa e o desenvolvimento no setor.
O papel do governo e a confiança dos investidores
O apoio do governo indiano tem sido um catalisador vital para a evolução do deep tech no país. A intenção do governo em resolver desafios complexos e impulsionar a inovação tem atraído investidores que anteriormente estavam hesitantes. Bethmangalkar observa que a qualidade da pesquisa e desenvolvimento na Índia é alta, apesar da renda per capita ser menor, o que permite a entrega de inovações a custos competitivos.
“Esses tempos são interessantes para a inovação em deep tech na Índia. A Qualcomm Ventures, que tem acompanhado o crescimento do setor desde seu início, está animada com as oportunidades que surgem”, finaliza Bethmangalkar. A experiência acumulada nos últimos 17 anos coloca a Qualcomm em uma posição privilegiada para impulsionar o crescimento desse setor promissor.
