Miguel Díaz-Canel responde a Trump sobre negociações com os EUA

Kevin Dietsch/Getty Images

Presidente cubano reafirma soberania do país e descarta acordos em andamento

Díaz-Canel afirma que não há negociações com os EUA, exceto contatos técnicos.

No dia 12 de janeiro de 2026, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, fez uma declaração clara a respeito das relações com os Estados Unidos, afirmando que “não há negociações em andamento”. Esta afirmação surge em um contexto de crescente tensão entre os países, especialmente após um ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro e na morte de 32 militares cubanos.

Tensão nas Relações Cubano-Americanas

A relação entre Cuba e os EUA tem sido marcada por desavenças históricas e recentes eventos que exacerbaram a tensão. O ataque à Venezuela, que tinha uma relação comercial próxima com Cuba, levantou preocupações sobre a segurança e a estabilidade da ilha. Trump, em uma declaração feita no dia anterior, sugeriu que Cuba deveria iniciar negociações com Washington, caso contrário, não receberia mais “dinheiro e petróleo”.

O presidente cubano também fez referência a essas declarações, afirmando que Cuba sempre se mostrou disposta a dialogar com os diversos governos dos EUA, incluindo o atual. No entanto, ele enfatizou que as conversas devem ser fundamentadas na igualdade soberana e no respeito mútuo.

A Resposta de Díaz-Canel

Miguel Díaz-Canel rebateu as acusações de Trump, reafirmando que Cuba é uma nação independente e soberana. Ele destacou que as relações entre os países devem ser baseadas no direito internacional e não em hostilidade ou coerção econômica. Segundo ele:

  • “Cuba sempre esteve disposta a dialogar com os diversos governos EUA, incluindo o atual”;
  • “Os diálogos devem ser baseados na igualdade soberana e no respeito mútuo”;
  • “Para que as relações entre os EUA e Cuba avancem, elas devem se basear em princípios do Direito Internacional”.

Díaz-Canel também utilizou suas redes sociais para comunicar que não existem conversas com o governo dos EUA, exceto contatos técnicos na área de imigração. Essa posição reafirma a resistência de Cuba em se submeter a pressões externas, especialmente em um momento delicado para a região.

Implicações para a Política Internacional

A postura de Cuba sob a liderança de Miguel Díaz-Canel reflete uma tentativa de manter a soberania do país em face de pressões externas. A situação se complica ainda mais com a busca dos Estados Unidos por controle sobre o petróleo venezuelano, o que, segundo Trump, beneficiaria Cuba, que teria se beneficiado economicamente desse relacionamento.

Em meio a essas tensões, a situação política na região continua a evoluir, e as reações de outros países, como a Venezuela, que reafirmou seu apoio a Cuba, também são parte fundamental deste complexo cenário. O futuro das relações entre Cuba e os EUA permanece incerto, mas a determinação de Díaz-Canel em manter a soberania cubana é clara.

A irredutibilidade cubana frente às ameaças externas é um reflexo das lições aprendidas ao longo de décadas de isolamento e resistência. O governo cubano busca, assim, não apenas preservar sua integridade territorial, mas também afirmar sua presença no cenário internacional, desafiando as narrativas impostas por potências como os EUA.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Kevin Dietsch/Getty Images

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