Irã frustra planos de inimigos estrangeiros, afirma líder supremo

Aiatolá Ali Khamenei se pronuncia após protestos intensos e mortes durante manifestações

Ali Khamenei afirma que Irã frustrou planos de inimigos após protestos que resultaram em mortes.

Irã frustra planos de inimigos estrangeiros

Em meio a uma onda de protestos intensos, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o país conseguiu frustrar os planos de inimigos estrangeiros. A declaração foi feita nesta segunda-feira (12) após manifestações em Teerã e outras cidades do país, onde a mobilização popular foi interpretada como um “aviso aos políticos americanos”.

Manifestantes e a crise econômica no Irã

Desde 28 de dezembro de 2025, o Irã vem enfrentando protestos violentos, que tiveram início na capital Teerã e rapidamente se espalharam por pelo menos 186 cidades. A crise econômica, agravada por sanções internacionais, é o principal motor dessas mobilizações. Segundo a organização Ativistas de Direitos Humanos do Irã (HRAI), 544 pessoas foram mortas nas duas últimas semanas, sendo a maioria manifestantes. Outros 47 mortos foram identificados como militares ou pessoas ligadas às forças de segurança.

A retórica de Khamenei

Em resposta à crescente agitação social, Khamenei tem usado uma retórica que culpa atores estrangeiros, especialmente os Estados Unidos, pelo que classifica como tentativas de desestabilizar o Irã. Ele argumenta que os protestos são financiados por inimigos externos, numa tentativa de incitar a violência e a desordem no país. Essa narrativa coincide com declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que não descartou ações contra o Irã, justificando que qualquer medida seria para proteger os manifestantes.

Prisões em massa e repressão

Além das mortes, as manifestações resultaram na prisão de mais de 10,6 mil pessoas, o que levanta preocupações sobre a repressão a dissidentes e a liberdade de expressão no Irã. O governo iraniano tem enfrentado críticas internacionais por sua abordagem violenta às manifestações, mas continua a insistir que os protestos são um produto da interferência externa.

O contexto das sanções

As tensões entre o Irã e os Estados Unidos têm uma longa história, marcada por sanções econômicas que impactaram severamente a economia iraniana. As sanções, muitas vezes justificadas por preocupações sobre o programa nuclear do país, têm exacerbado a crise econômica e social, levando a um descontentamento generalizado.

Conclusão

A situação no Irã permanece volátil, com as autoridades enfrentando um dilema entre reprimir os protestos ou buscar um diálogo com a população. A retórica de Khamenei e as ações do governo continuarão a ser monitoradas de perto, tanto por observadores internacionais quanto pela população local, que busca mudanças em um sistema que considera opressor e incapaz de atender às suas necessidades básicas.

Fonte: www.metropoles.com

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