Janeiro Branco: como fica a saúde mental no tratamento oncológico

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O diagnóstico de câncer gera impacto profundo em todas as esferas da vida do paciente

 

 

O Janeiro Branco é uma campanha dedicada à conscientização sobre a saúde mental e, no contexto do câncer, esse cuidado se torna ainda mais essencial. O Instituto de Oncologia do Paraná (IOP) reforça que falar sobre saúde mental no tratamento oncológico é falar sobre qualidade de vida, autonomia e cuidado integral ao paciente e à família.

De acordo com Roberta Caratchuk, psicóloga do Instituto de Oncologia do Paraná, incluir o cuidado com a saúde mental é o primeiro passo para um tratamento verdadeiramente completo. Assim como existe a consciência da importância do cuidado físico, é fundamental compreender que a saúde mental faz parte do processo de cuidado integral do indivíduo. Quanto mais pessoas tiverem acesso a informações corretas e fidedignas sobre saúde mental e câncer, mais bem orientadas estarão para reconhecer a necessidade desse cuidado, tanto no contexto oncológico quanto em qualquer outro cenário.

O diagnóstico de câncer gera impacto profundo em todas as esferas da vida do paciente. Aspectos sociais, familiares, laborais, espirituais, financeiros e emocionais são diretamente afetados. São essas áreas que conferem sentido e qualidade de vida. “Durante o diagnóstico e o tratamento, é comum o afastamento do trabalho e de atividades sociais, além de questionamentos espirituais e existenciais. Há também a reorganização dos papéis familiares, o surgimento de demandas financeiras não planejadas e os efeitos colaterais do tratamento, que podem ser físicos e cognitivos, como mudanças na aparência, cirurgias e alterações de memória e concentração. Diante desse cenário, o cuidado psicológico se torna indispensável para um tratamento oncológico humanizado e completo”, afirma.

Segundo Roberta, o acompanhamento psicológico auxilia o paciente a compreender seu protagonismo e fortalece a autonomia na tomada de decisões. Esse processo cria espaço para a elaboração do sofrimento emocional e para o enfrentamento das dificuldades impostas pelo câncer. Cuidar da mente é parte essencial do conforto e do manejo da qualidade de vida, sempre respeitando a individualidade de cada caso e as possibilidades reais de cada paciente.

Reações emocionais como tristeza, medo e irritabilidade são consideradas naturais e, em muitos contextos, formas saudáveis de expressão emocional. “A atenção especializada se intensifica quando há desregulação emocional ou embotamento afetivo, situações em que as emoções não são expressas de maneira esperada para o contexto vivido. A avaliação psicológica leva em conta a duração, intensidade e frequência dos sintomas emocionais, além da percepção de mudanças no comportamento e no sofrimento relatado pelo próprio paciente e por seus familiares”, orienta.

O impacto emocional do câncer também atinge diretamente a família. Em muitos casos, familiares assumem o papel de cuidadores, recebendo grande volume de informações, lidando com mudanças na dinâmica familiar e dedicando-se intensamente aos cuidados práticos do paciente. Esse processo pode gerar sobrecarga física e emocional. O apoio psicológico oferecido pelo Instituto de Oncologia do Paraná proporciona um espaço de acolhimento, organização emocional, desenvolvimento de habilidades e incentivo ao autocuidado, refletindo diretamente na qualidade do cuidado oferecido ao paciente oncológico.

Falar sobre emoções, acolher o sofrimento e buscar apoio psicológico são atitudes fundamentais para promover bem estar, dignidade e qualidade de vida durante todas as fases do tratamento oncológico.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa. / Foto: Divulgação..

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