Manifestações em apoio ao líder supremo ocorrem enquanto oposição se intensifica
Protestos no Irã pressionam o governo e marcam oposição a Ali Khamenei.
Protestos no Irã pressionam o governo e marcam oposição a Ali Khamenei
Desde 12 de janeiro de 2026, o Irã vive protestos intensos que questionam a liderança do aiatolá Ali Khamenei. A crise econômica, agravada por sanções internacionais, levou os cidadãos a se manifestarem contra a administração atual. Esses protestos, que começaram em 28 de dezembro de 2025, já se tornaram os mais significativos desde os eventos de 2022, que se seguiram à morte de Mahsa Amini.
Contexto da crise econômica e protestos
A economia do Irã está em colapso, e a insatisfação popular se intensificou. A ONG Ativistas de Direitos Humanos do Irã (HRAI) relata que 646 pessoas perderam a vida em confrontos entre civis e forças governamentais. Dentre os mortos, 505 eram manifestantes, e 133 pertenciam a forças de segurança. A repressão também resultou em mais de 10 mil prisões.
Manifestações em apoio a Khamenei
Em resposta à crescente oposição, atos de apoio ao governo foram convocados em Teerã e outras cidades. Milhares de iranianos compareceram, segundo a mídia estatal, embora o número não tenha sido verificado de forma independente. O aiatolá Khamenei utilizou esses eventos para afirmar que a determinação dos iranianos frustrou os planos de potências estrangeiras, especificamente os Estados Unidos.
A figura de Ciro Reza Pahlavi
Ciro Reza Pahlavi, herdeiro do último Xá do Irã, tem se posicionado como uma figura central da oposição. Mesmo vivendo nos Estados Unidos desde 1979, ele incita greves e manifestações por meio das redes sociais. Sua imagem é polarizadora, e até mesmo em meio aos atos de apoio a Khamenei, ele é criticado por parte da população.
Repercussão internacional e alegações de interferência
Khamenei e outras autoridades iranianas têm acusado os Estados Unidos de financiar desestabilizações internas. Essas alegações surgem em um contexto de crescentes tensões e especulações sobre uma possível intervenção externa, similar à situação na Venezuela. A retórica governamental visa justificar a repressão violenta contra os manifestantes e desviar a atenção da crise interna.
Conclusão: Um momento decisivo para o Irã
Os protestos no Irã refletem um momento decisivo na luta por direitos e liberdade da população. Com um governo sob pressão e a oposição se organizando, o futuro político do país está mais incerto do que nunca. O desenrolar dos acontecimentos nas próximas semanas será crucial para determinar se as demandas populares serão atendidas ou se a repressão irá prevalecer.
Fonte: www.metropoles.com
