Além de Galípolo, figuras globais reafirmam a independência do Fed frente a investigações
Líderes monetários de diversos países expressam apoio a Powell em meio a investigação.
Apoio internacional a Powell
Na manhã de 13 de janeiro de 2026, líderes monetários de várias nações, incluindo o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, manifestaram apoio a Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos. A declaração foi divulgada após o governo norte-americano abrir uma investigação criminal contra Powell, relacionada a uma reforma de US$ 2,5 bilhões na sede do banco central americano.
O contexto da investigação de Powell
A investigação, iniciada no último domingo, 11 de janeiro, foca se Powell teria mentido ao Congresso sobre os custos da reforma na sede em Washington. O presidente Trump, que criticasse Powell devido à sua política de juros, negou ter qualquer relação com a decisão dos procuradores de conduzir a investigação. Para Powell, essa ação é uma retaliação direta devido à sua decisão de manter a independência do Fed, priorizando as necessidades econômicas do público em vez das preferências políticas.
Manifestação de apoio dos líderes monetários
Na declaração conjunta, líderes de bancos centrais de países como Inglaterra, Suíça, Coreia do Sul e outros, enfatizaram a importância da independência dos bancos centrais. Entre os signatários estão:
- Christine Lagarde (Banco Central Europeu)
- Andrew Bailey (Banco da Inglaterra)
- Erik Thedéen (Sveriges Riksbank)
- Christian Kettel Thomsen (Danmarks Nationalbank)
- Martin Schlegel (Banco Nacional da Suíça)
- Ida Wolden Bache (Norges Bank)
- Michele Bullock (Banco Central da Austrália)
- Tiff Macklem (Banco do Canadá)
- Chang Yong Rhee (Banco da Coreia)
- François Villeroy de Galhau (Banco de Compensações Internacionais)
- Pablo Hernández de Cos (Banco de Compensações Internacionais)
Essa união de líderes monetários ressalta a necessidade de garantir que os bancos centrais operem sem pressões políticas, uma condição crucial para a estabilidade econômica global.
Implicações para o Federal Reserve
O Fed, reconhecido por sua autonomia na definição das taxas de juros, afirma que tais ameaças de investigação são uma tentativa de influenciar suas decisões. A declaração também destaca que a independência é fundamental para a estabilidade financeira, um pilar que deve ser preservado para manter a confiança no sistema econômico. Powell continuará no cargo, enquanto novos bancos centrais poderão se juntar ao apoio a ele, caso se posicionem contra as investigações.
A reação do governo Trump
O governo Trump, por sua vez, tem intensificado as críticas a Powell, especialmente quanto à sua relutância em realizar cortes mais acentuados nas taxas de juros. A retórica do presidente sugere uma pressão crescente sobre o Fed, que, segundo críticos, compromete a sua independência. A situação se torna um teste para o futuro do Federal Reserve e sua capacidade de operar livre de interferências políticas.
Conclusão
A união global de líderes monetários em apoiar Powell é um sinal claro de que a independência dos bancos centrais é vista como um componente essencial para a estabilidade econômica. A investigação em andamento pode ter repercussões significativas, não apenas para Powell, mas para a confiança no sistema financeiro como um todo.
Fonte: www.metropoles.com
