Governos se manifestam em meio a protestos e crises no país persa
Após ameaças de Trump, Brasil pede diálogo pacífico com o Irã em meio a protestos violentos.
O governo brasileiro, em uma declaração oficial divulgada em 13 de janeiro de 2026, reafirmou seu compromisso com o “diálogo pacífico com o Irã” em meio a uma escalada de manifestações que resultaram em mais de 2.000 mortes. A nota, emitida pelo Ministério das Relações Exteriores, expressa preocupação com a repressão violenta e os relatos de mortes durante os protestos que começaram em dezembro. O Brasil condena as mortes e oferece condolências às famílias das vítimas, mas enfatiza que a decisão sobre o futuro do Irã deve ser tomada apenas pelos iranianos.
Ameaças de Trump e a resposta do Brasil
A declaração do governo brasileiro ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter incitado os manifestantes iranianos a continuarem em protesto, afirmando que “ajuda está a caminho”. A posição de Trump, que inclui ameaças de intervenção caso a repressão continue, acirrou ainda mais as tensões. A nota do Itamaraty instou todos os envolvidos a se engajarem em um diálogo construtivo e pacífico.
Situação crítica no Irã
A situação no Irã, que começou com protestos motivados pela crise econômica, rapidamente se transformou em um movimento mais amplo contra o regime dos aiatolás. Organizações de direitos humanos relatam um número crescente de mortes e a repressão violenta, enquanto o governo iraniano contestou esses números, atribuindo a violência a “grupos terroristas”. A Embaixada do Brasil em Teerã está acompanhando a situação e mantém contato com a comunidade brasileira residente no Irã, que até o momento não registrou vítimas entre seus cidadãos.
Desafios à liberdade de expressão
Os protestos no Irã são marcados por apagões de internet e restrições à imprensa, o que dificulta a verificação independente dos acontecimentos. O governo brasileiro, ao se manifestar, se une a outras nações que também expressaram preocupação com a situação dos direitos humanos e a necessidade de contenção das forças de segurança iranianas.
O papel do Brasil na diplomacia internacional
O Brasil, ao enfatizar a necessidade de diálogo e não mencionar sanções ou medidas diplomáticas adicionais, busca uma posição de mediador em meio ao conflito. A abordagem do Itamaraty é um reflexo da política externa brasileira, que defende a soberania dos povos e o respeito aos direitos humanos. A situação no Irã continua a ser monitorada de perto, com o governo brasileiro se preparando para responder a qualquer nova evolução no cenário.
Conclusão
A manifestação do Brasil em prol de um diálogo pacífico com o Irã é um passo importante em um cenário global marcado por tensões. À medida que a situação se desenrola, o compromisso do Brasil com a diplomacia e os direitos humanos pode ser crucial para a estabilidade na região.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Divulgação/Masoud Shahrestani/Tasnim News Agency
