Crianças continuam a ser vítimas de conflitos na Faixa de Gaza mesmo após trégua.
Mais de 100 crianças morreram em Gaza desde o cessar-fogo de outubro, segundo Unicef.
Morte de crianças em Gaza: uma tragédia contínua
A morte de crianças na Faixa de Gaza é um tema alarmante que voltou a ganhar destaque após o cessar-fogo entre Israel e o Hamas, iniciado em outubro de 2023. James Elder, porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), revelou que mais de 100 crianças foram mortas desde então. Essa informação foi divulgada durante uma coletiva de imprensa em Genebra nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026.
O número, que inclui 60 meninos e 40 meninas, representa uma média de uma criança morta por dia, mesmo durante um cessar-fogo. Elder enfatizou que esses números podem estar subestimados, dada a continuidade dos conflitos na região. “Um cessar-fogo que ainda enterra crianças não é o suficiente”, destacou o porta-voz, referindo-se aos ataques aéreos e bombardeios que continuam a ocorrer.
Condições críticas em Gaza
Além das mortes, a situação humanitária em Gaza é preocupante. O Unicef denunciou que a escassez de itens essenciais, como suprimentos médicos, gás de cozinha e combustível, persiste. Elder mencionou que, embora os bombardeios tenham diminuído, os ataques não cessaram, resultando em consequências devastadoras para a população civil.
Durante a coletiva, Elder compartilhou um relato tocante sobre uma das crianças feridas, Abid Al Rahman, de 9 anos, que foi atingido por estilhaços de metal. Esse tipo de relato evidencia a gravidade da situação enfrentada diariamente por crianças na região.
Aumento do número de vítimas
Segundo o Ministério da Saúde palestino, ao menos 70 mil pessoas foram mortas na Faixa de Gaza desde o início dos ataques israelenses em outubro de 2023. Apesar do cessar-fogo, as operações ocasionais de Israel continuam, resultando em mais de 350 mortes de palestinos, a maioria civis, desde o início da trégua.
A possibilidade de mudança política
Em um desenvolvimento recente, o Hamas anunciou que está disposto a dissolver seu governo na Faixa de Gaza e entregar a administração do enclave a uma autoridade palestina independente. Essa proposta foi divulgada pelo porta-voz do grupo, Hazem Qassem, e pode representar um passo importante para a paz na região, embora a eficácia dessa mudança ainda seja incerta.
Conclusão
A morte de crianças e a continuidade da violência em Gaza permanecem como um lembrete sombrio da fragilidade da paz na região. O apelo da comunidade internacional por uma solução duradoura continua urgente, enquanto a população civil enfrenta desafios imensos e crescentes. A situação em Gaza precisa de atenção imediata e ações concretas para evitar mais tragédias e restaurar a dignidade e a segurança de seus habitantes.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Reprodução CGTN
