Jairinho seguirá no júri do caso Henry Borel, decide Justiça

Aline Massuca/Metrópoles

Decisão mantém réu no julgamento marcado para 23 de março de 2026

Jairinho teve sua participação no júri mantida pelo Tribunal de Justiça do RJ, com julgamento agendado para março.

Justiça decide manter Jairinho no júri do caso Henry Borel

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu, em 13 de janeiro de 2026, que o ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Dr. Jairinho, continuará a participar do júri relacionado ao assassinato do menino Henry Borel, de apenas 4 anos. O julgamento está agendado para 23 de março deste ano.

O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, que integra a 7ª Câmara Criminal, rejeitou o pedido da defesa de Jairinho, que buscava a suspensão do processo enquanto aguardava a decisão de recursos pendentes em instâncias superiores. O magistrado argumentou que a defesa não conseguiu demonstrar um risco concreto de dano irreparável que justificasse a concessão da liminar.

Contexto do caso

O caso de Henry Borel ganhou notoriedade ao revelar graves denúncias de violência. Em 8 de março de 2021, o menino foi levado a um hospital na Barra da Tijuca, onde foi constatada a presença de diversas lesões. Na ocasião, sua mãe, Monique Medeiros, e seu padrasto, Jairinho, alegaram que ele havia sofrido um acidente doméstico. Contudo, as investigações policiais indicaram que Henry foi vítima de tortura e homicídio, com a conivência de sua mãe.

Jairinho e Monique enfrentam processos por tortura, homicídio qualificado, fraude processual e outros crimes. O pai de Henry, Leniel Borel, tem se manifestado publicamente sobre a dor da perda e a luta por justiça. Recentemente, ele revelou que espera uma filha e utilizou suas redes sociais para homenagear Henry, especialmente em datas significativas como o Dia das Crianças.

Repercussão e mudanças na legislação

O caso de Henry Borel não apenas chocou a sociedade, mas também teve repercussões legislativas. A tragédia inspirou a criação da Lei Henry Borel, que estabelece medidas mais rigorosas contra a violência infantil no Brasil. Essa legislação classifica o assassinato de crianças menores de 14 anos como crime hediondo e implementa mecanismos de proteção, como o afastamento de agressores e acompanhamento social.

Expectativas para o julgamento

Com o julgamento marcado para março, as partes envolvidas se preparam para um processo que promete atrair a atenção da mídia e do público. A decisão do TJRJ de manter Jairinho no júri indica que o tribunal está comprometido em garantir que a justiça seja feita, levando em consideração a gravidade das acusações e o impacto que o caso teve na sociedade.

A mãe de Henry, Monique, já havia participado do primeiro julgamento e enfrentou críticas severas pela sua suposta conivência nas ações do ex-padrasto. O desfecho deste caso é aguardado com expectativa, não apenas por Leniel Borel, mas por todos que clamam por justiça e proteção às crianças.

As próximas semanas serão cruciais para o andamento do processo, com a expectativa de que novos desdobramentos possam surgir enquanto o julgamento se aproxima.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Aline Massuca/Metrópoles

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