O país desafia tarifas de Trump ao aumentar suas exportações para o mundo.
Em 2025, China alcançou um superávit comercial de US$ 1,2 trilhão, desafiando tarifas impostas pelos EUA.
Superávit comercial recorde da China em 2025
Em 2025, a China obteve um superávit comercial recorde de quase US$ 1,2 trilhão, desafiando as tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump. Os dados foram divulgados na quarta-feira, revelando que o comércio exterior do país totalizou 45,47 trilhões de yuan (cerca de US$ 6,51 trilhões), um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior. Esse crescimento é um indicativo da resiliência da economia chinesa diante das tensões comerciais.
Crescimento nas exportações e importações
O relatório da Administração Geral de Alfândegas da China destacou que as exportações totalizaram 26,99 trilhões de yuan (aproximadamente US$ 3,8 trilhões), um aumento de 6,1% em comparação ao ano anterior. As importações, por outro lado, cresceram apenas 0,5%, alcançando 18,48 trilhões de yuan (cerca de US$ 2,6 trilhões). Essa disparidade entre o crescimento das exportações e das importações é um fator crucial para entender o superávit comercial do país.
Reação do mercado financeiro
Após a divulgação dos dados, as ações nas bolsas de valores da China, tanto no continente quanto em Hong Kong, subiram consideravelmente. O índice Shanghai Composite chegou ao seu nível mais alto em mais de uma década, refletindo a confiança dos investidores no desempenho econômico do país. Essa alta é um sinal positivo para a economia, que tem enfrentado desafios internos, como a crise no setor imobiliário.
Mudanças nas rotas de exportação
Vale ressaltar que, apesar do crescimento geral das exportações, as vendas para os Estados Unidos caíram 28% em 2025. Essa redução é atribuída ao impacto das tarifas de Trump, que resultaram em um aumento significativo nos custos de exportação. Em resposta, a China tem redirecionado suas exportações para mercados na Ásia, África, América Latina e Europa, o que gerou preocupações sobre o aumento da concorrência para os produtores locais nesses países.
Implicações das tarifas de Trump
Desde sua reeleição, Trump impôs tarifas severas sobre produtos chineses, alegando que isso ajudaria a reduzir o déficit comercial dos EUA com a China, que ele considera resultado de práticas comerciais desleais. Apesar de um acordo em outubro para estender uma trégua comercial, a taxa de tarifa dos EUA sobre produtos chineses permanece em 47,5%. Especialistas alertam que esse nível de tarifas é alto demais para permitir que os exportadores chineses operem com lucro.
Considerações finais
O superávit comercial recorde da China em 2025 não apenas destaca a robustez da economia do país, mas também ilustra as complexidades das relações comerciais globais. À medida que a China busca diversificar seus mercados e reduzir a dependência dos EUA, o impacto nas economias de outros países se torna cada vez mais evidente. As próximas etapas das negociações comerciais internacionais serão cruciais para moldar o futuro do comércio global, especialmente entre as principais potências econômicas.
Fonte: www.nbcnews.com
Fonte: China Shandong Qingdao Port
