Recent findings challenge existing theories about the abundance of small galaxies in the early universe.
A new study suggests that the early universe may not have as many small galaxies as previously thought.
A nova pesquisa liderada por Xuheng Ma, da Universidade de Wisconsin, sugere que a quantidade de pequenas galáxias no universo primitivo pode ser muito menor do que os astrônomos previam. Este achado não apenas desafia suposições de longa data sobre a formação de galáxias, mas também apresenta novas questões sobre a evolução do cosmos.
O que sabemos sobre galáxias pequenas
O entendimento atual da formação de galáxias frequentemente assume que quanto menor a galáxia, mais delas deveriam existir. Contudo, a pesquisa indica que a contagem de galáxias pequenas está em declínio, o que sugere que elas podem estar desaparecendo antes mesmo de serem detectadas. Essa nova perspectiva pode mudar a nossa compreensão sobre como o universo emergiu das chamadas “eras escuras”.
Historicamente, as galáxias mais antigas eram consideradas “bagunças quentes”, e novas descobertas, como as feitas pelo Telescópio Espacial James Webb, revelaram galáxias jovens que estão ativamente formando estrelas. No entanto, ao observar a galáxia Abell 2744, os pesquisadores usaram modelos sofisticados de lente gravitacional para analisar dados do período conhecido como Época da Reionização, entre 12 e 13 bilhões de anos atrás.
O paradoxo das galáxias ultrafaint
Durante os estudos, os pesquisadores notaram que, em vez de um aumento contínuo no número de galáxias de diferentes luminosidades, havia um pico seguido de uma queda no número de galáxias mais fracas. Essa tendência, denominada supressão da extremidade fraca, sugere que, abaixo de um certo nível de brilho, a população de galáxias começa a se esvaziar. Essa descoberta é crucial, pois implica que as galáxias ultrafaint podem não ter desempenhado o papel esperado na reionização do universo.
A equipe propõe que a radiação intensa das primeiras estrelas poderia ter aquecido tanto o gás ao redor que as pequenas galáxias não conseguiram reter o material necessário para formar novas estrelas. Assim, essas galáxias teriam permanecido escuras, tornando-se quase invisíveis.
Implicações para a cosmologia
Se as galáxias ultrafaint realmente estão ausentes em números significativos, isso levanta questões sobre quais galáxias eram realmente responsáveis por transformar o gás do cosmos em plasma ionizado durante a Época da Reionização. Isso indica que devemos reexaminar as galáxias um pouco maiores e mais estabelecidas para entender como o universo se tornou transparente. A continuidade dessa pesquisa dependerá da análise de mais aglomerados e lentes gravitacionais, e os próximos dados do JWST poderão elucidar se essa tendência se aplica a todo o céu.
Conclusão
As novas descobertas sobre a ausência de pequenas galáxias tornam o cenário do universo primitivo mais intrigante e complexo do que se pensava anteriormente. As implicações desta pesquisa não apenas desafiam teorias existentes, mas também abrem novas vias para a exploração e compreensão da evolução cósmica.
Fonte: www.space.com
