A combinação de ouro e bitcoin é recomendada para aumentar a resiliência e os retornos dos investimentos.
Relatório da Bitwise aponta que a combinação de ouro e bitcoin pode melhorar a taxa de retorno dos investimentos.
Em um contexto econômico global instável, o debate sobre as melhores estratégias de investimento se intensifica. Recentemente, um relatório da Bitwise, intitulado Gold and Bitcoin: The MVPs of Portfolio Defense and Offense, destacou a relevância de combinar investimentos em bitcoin (BTC) e ouro. Essa recomendação surge da análise feita pelo renomado investidor Ray Dalio, que sugere que alocar 15% de um portfólio em ambos os ativos pode maximizar retornos e oferecer maior proteção contra a volatilidade do mercado.
A Importância da Diversificação em Tempos de Crise
Historicamente, tanto o ouro quanto o bitcoin têm sido vistos como ativos refugiais em momentos de crise. O ouro, considerado um ativo de proteção contra a inflação e a desvalorização da moeda, tem um histórico de estabilidade em períodos de turbulência econômica. Por outro lado, o bitcoin, apesar de sua volatilidade, tem demonstrado um potencial de valorização impressionante durante ciclos de recuperação econômica. A combinação desses dois ativos pode, portanto, criar um portfólio mais robusto, capaz de resistir a choques financeiros.
O relatório da Bitwise analisou as principais quedas do mercado nos últimos dez anos, comparando um portfólio tradicional (60% ações e 40% títulos) com variações que incluíam alocações de 15% em ouro, bitcoin ou ambos. Os resultados evidenciaram que a adição de ouro e bitcoin não apenas protegeu os investidores durante quedas acentuadas, mas também proporcionou ganhos significativos nas recuperações subsequentes.
Análise das Quedas do Mercado e o Desempenho dos Ativos
Durante eventos de correção, como as crises de 2018, 2020 e 2022, o ouro se destacou como um ativo defensivo. Por exemplo, em 2018, enquanto as ações nos EUA registraram uma queda de 19,34% e o bitcoin uma desvalorização de 40,29%, o ouro teve um desempenho positivo, com alta de 5,76%. Em 2020, no auge da pandemia, as ações caíram 33,79% e o bitcoin 38,1%, mas o ouro se manteve relativamente estável, recuando apenas 3,63%.
Nas recuperações, o bitcoin se destacou de maneira ainda mais acentuada. Após a crise de 2020, as ações subiram 77,8% e o ouro 111,92%, enquanto o bitcoin disparou impressionantes 774,94%. Esses dados indicam que, em um portfólio misto, a presença de bitcoin pode potencializar os ganhos em ciclos de alta, tornando-o um ativo atraente em uma estratégia de diversificação.
A Resiliência dos Portfólios e o Índice de Sharpe
A análise completa realizada pela Bitwise revelou que a combinação de ouro e bitcoin oferece um equilíbrio ideal entre proteção e retorno. Um portfólio que inclui ambos apresentou um índice de Sharpe de 0,679, quase três vezes maior que o portfólio tradicional, que ficou em 0,237. Embora um portfólio composto exclusivamente por bitcoin tenha um índice de Sharpe superior (0,875), sua volatilidade é consideravelmente maior, o que pode representar um risco mais elevado para investidores avessos ao risco.
A conclusão do relatório é clara: a escolha entre ouro ou bitcoin deve ser, na verdade, uma consideração pela inclusão de ambos. Essa estratégia não só aumenta a resiliência do portfólio, mas também potencializa os ganhos durante ciclos de recuperação econômica. Para investidores que buscam segurança e crescimento, a combinação de ouro e bitcoin pode ser uma abordagem estratégica a longo prazo.
Fonte: www.moneytimes.com.br
