Análise das condições de vida em áreas populares da Suíça e sua comparação com grandes cidades globais.
Um olhar sobre as peculiaridades dos bairros populares na Suíça, onde a qualidade de vida supera a de várias metrópoles ao redor do mundo.
Em um país como a Suíça, frequentemente associado à riqueza e à opulência, a ideia de “favela” pode parecer estranha. Contudo, bairros populares na Basileia, por exemplo, são chamados por alguns de “favelas”, embora a realidade que neles se encontra desafie as expectativas. Mesmo com rendas inferiores, a infraestrutura urbana é eficiente, com saneamento e transporte público funcionando adequadamente, refletindo padrões de desenvolvimento humano que superam diversas capitais globais.
O conceito de pobreza na Suíça
Esse contraste é evidenciado pelo índice de desenvolvimento humano (IDH) da Suíça, que alcança 0,967, superando cidades como São Paulo (0,805) e Rio de Janeiro (0,799). A diferença não reside na falta de serviços básicos, mas na densidade demográfica e no menor tamanho das moradias. Enquanto áreas nobres são marcadas por casas amplas, os bairros populares, como Klybeck, são repletos de comércio local e vibram com a vida comunitária. Essa população é uma amostra da diversidade suíça, com imigrantes de várias partes do mundo ocupando espaços com aluguéis mais acessíveis.
Características das ‘favelas’ suíças
O que define esses bairros populares não é a pobreza extrema, mas sim características que garantem um padrão de vida razoável.
- Construções simples: Os edifícios são funcionais, distantes do charme das áreas turísticas.
- Veículos comuns: A posse de automóveis não é restrita às classes altas, o que contrasta com a realidade de muitos países em desenvolvimento.
- Poder de consumo: Mesmo nas camadas mais baixas, a renda média permite acesso a bens de consumo e opções de lazer.
Apesar das boas condições, o clima rigoroso no inverno pode ser um desafio. Na Basileia, o inverno continental exige adaptação. No entanto, o verão oferece uma experiência singular, onde moradores utilizam o Rio Reno como meio de transporte, aproveitando a natureza e economizando no deslocamento.
Uma nova perspectiva sobre a pobreza
Dados oficiais indicam que cerca de 7% da população suíça é considerada pobre, mas a desigualdade de renda é menor que em muitos países europeus. Por mais que o custo de vida seja alto, a habitação se torna um critério central na avaliação da pobreza urbana. As “favelas” suíças demonstram que pobreza e miséria não são sinônimos, evidenciando uma realidade onde mesmo os menos favorecidos desfrutam de condições de vida que, em muitos lugares, estariam associadas à classe média.
Conclusão
Essas comunidades desafiam a narrativa tradicional sobre pobreza, mostrando que é possível ter acesso a serviços e qualidade de vida, mesmo em áreas com renda inferior. A experiência suíça pode oferecer lições valiosas para outras partes do mundo, ao repensar como abordamos a questão da pobreza e do desenvolvimento urbano.
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: Reprodução
