Unusual ‘ingredients’ helped stars form in a galaxy near the Milky Way

Estudo revela como estrelas se formam em ambientes com baixa metalicidade.

Estrelas na galáxia Sextans A estão se formando sem os ingredientes usuais, desafiando teorias sobre a evolução do universo.

Estudos recentes com o Telescópio Espacial James Webb (JWST) trouxeram à luz informações intrigantes sobre a formação de estrelas na galáxia anã Sextans A, localizada próxima à nossa Via Láctea. Os astrônomos descobriram que as estrelas dessa galáxia estão formando-se em um ambiente que carece de muitos dos “ingredientes” essenciais que normalmente compõem a matéria estelar, como silício, carbono e ferro. Essa constatação não apenas desafia entendimentos pré-existentes sobre a formação estelar, mas também sugere que a evolução do universo primitivo foi mais complexa e inventiva do que se pensava anteriormente.

A Singularidade de Sextans A

Sextans A, uma galáxia anã, possui uma metalicidade extremamente baixa, estimada entre 3% e 7% em relação ao Sol. Essa característica é atribuída ao fato de que a galáxia não possui massa suficiente para reter elementos mais pesados, que são produzidos por estrelas mais antigas e explosões de supernovas. Este ambiente peculiar torna-se comparável a uma “cozinha cósmica” onde ingredientes críticos para a formação de estrelas estão ausentes, levando a novas dinâmicas na criação de matéria estelar. A pesquisa, liderada pela astrônoma associada Martha Boyer, foi apresentada durante a reunião anual da American Astronomical Society, destacando a importância do JWST na observação de fenômenos cósmicos raros.

Descobertas de Formação Estelar

No estudo publicado no Astrophysical Journal Letters, os pesquisadores examinaram os espectros de estrelas em Sextans A, todas com massas variando de uma a oito vezes a do Sol. O foco recaiu sobre estrelas na fase de gigante assintótica, que estão no final de suas vidas e prestes a se tornarem anãs brancas. Curiosamente, apesar da expectativa de que essas estrelas em uma galáxia pobre em metais fossem quase desprovidas de poeira, o JWST revelou que uma delas estava produzindo grãos de poeira compostos quase inteiramente de ferro. Essa descoberta é revolucionária, pois não havia sido observada em estrelas que se assemelham a aquelas do universo primitivo.

O Papel dos Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos

Outro aspecto fascinante da pesquisa foi a análise do meio interestelar em Sextans A. Em um estudo separado, os cientistas buscaram moléculas chamadas hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAHs), que, segundo modelos teóricos, se formam preferencialmente em galáxias ricas em metais. Surpreendentemente, os pesquisadores encontraram “bolsões” de PAHs, sugerindo que essas moléculas podem se formar e sobreviver até mesmo em ambientes com baixa metalicidade, contanto que existam áreas de gás denso protegidas. Essa descoberta poderia mudar nossa compreensão sobre a formação de compostos complexos em galáxias anãs e a dinâmica do meio interestelar.

Implicações Futuras e Conclusões

As implicações dessas descobertas são vastas e poderiam levar a uma reavaliação das teorias sobre a evolução do universo. Com novos planejamentos de observações futuras utilizando o JWST, os cientistas esperam explorar mais a fundo a química dos clústeres de PAHs e como a poeira é gerada em ambientes de metalicidade baixa. Essas pesquisas não apenas ampliam nosso conhecimento sobre a formação estelar, mas também nos ajudam a entender como os diferentes ambientes cósmicos influenciam a evolução da matéria no universo. As descobertas em Sextans A demonstram que a formação de estrelas é um processo mais diversificado e adaptável do que se imaginava, revelando a criatividade do cosmos em seu desenvolvimento.

Fonte: www.space.com

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