Ismael “El Mayo” Zambada, uma das figuras mais proeminentes do narcotráfico mexicano, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos no dia 20 de novembro de 2023. A decisão encerra um dos processos mais relevantes contra cartéis desde a condenação de Joaquín “El Chapo” Guzmán, outro notório chefe do tráfico.
Zambada, cofundador do Cartel de Sinaloa, conseguiu evitar a pena de morte ao se declarar culpado no ano anterior. Ele admitiu ter liderado uma organização criminosa e traficado milhões de quilos de cocaína durante décadas. O Departamento de Justiça dos EUA também determinou que US$ 15 bilhões em lucros obtidos com o tráfico de drogas fossem confiscados como parte do acordo judicial.
O procurador-geral adjunto dos EUA, A. Tysen Duva, destacou a importância da condenação, afirmando que ela representa um passo significativo na luta contra os cartéis e as organizações criminosas transnacionais que colocam em risco a vida de muitos americanos.
Antes de receber sua sentença, Zambada assumiu a responsabilidade por seus atos em uma declaração ao tribunal. Ele pediu desculpas às famílias afetadas por suas ações e enfatizou que não se declarou culpado para encobrir seus crimes, mas porque reconhecia a gravidade de suas ações.
Em um apelo aos jovens, Zambada sugeriu que escolhessem caminhos diferentes, alertando que a violência leva apenas à prisão e à morte. Ele também comentou sobre a necessidade de acabar com a violência no México e em outras regiões, ressaltando que muitas vidas estão sendo perdidas.
El Mayo, que nasceu em Sinaloa, começou sua trajetória como agricultor antes de se envolver no mundo do narcotráfico na década de 1980. Ele inicialmente colaborou com o Cartel de Guadalajara e, posteriormente, com o Cartel de Juárez, liderado por Armando Carrillo Fuentes, conhecido como “El Senhor dos Céus”. Após a morte de Carrillo Fuentes, Zambada fundou o Cartel de Sinaloa, que liderou ao lado de El Chapo.