Ibovespa futuro avança 2,08% após romper resistência técnica

Mercado reage às tensões geopolíticas e pesquisas eleitorais com alta do índice e leve valorização do dólar futuro

Ibovespa futuro sobe 2,08% e rompe resistência técnica em meio a cenário político e internacional instável.

Análise técnica indica rompimento da resistência no Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro para fevereiro (WING26) registrou uma expressiva valorização de 2,08% nesta quarta-feira (14), alcançando 167.205 pontos. Conforme análise técnica do BTG Pactual, o índice superou a resistência situada nos 164.000 pontos, abrindo espaço para a possibilidade de uma nova tendência de alta. Este movimento marca uma mudança relevante no comportamento do mercado brasileiro, refletindo o interesse dos investidores em ativos locais.

A estrategista-chefe Paula Zogbi destacou que o cenário doméstico está influenciado por fatores políticos e econômicos que reforçam a confiança gradual dos agentes do mercado. Ela observa que, apesar da volatilidade, a perspectiva para o Ibovespa futuro permanece otimista, sustentada pelos fundamentos do crescimento moderado da economia global e pelo recuo das tensões internas.

Dólar futuro apresenta leve alta em ambiente de indefinição

O dólar futuro para fevereiro (WDOG26) avançou 0,40%, fechando a 5,417. Apesar da valorização, os analistas do BTG Pactual apontam que o ativo ainda não apresentou uma direção clara, permanecendo em um movimento lateral nos últimos pregões. A resistência para o dólar futuro está delimitada entre 5,410 e 5,420, com suportes entre 5,380 e 5,390.

Este cenário de indefinição reflete a cautela dos investidores diante das incertezas externas e internas, além da influência das decisões futuras do Federal Reserve (Fed), que deverão calibrar a política monetária e impactar diretamente o dólar no mercado brasileiro.

Impactos das tensões geopolíticas no mercado financeiro global

No cenário internacional, a atenção dos investidores permanece voltada para os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã. Notícias apontam para a retirada parcial de militares dos EUA de bases estratégicas no Oriente Médio, como medida preventiva diante do aumento dos conflitos.

Além disso, Teerã alertou países que hospedam tropas americanas sobre possíveis ataques a essas bases em caso de ofensivas dos EUA. Este clima de instabilidade tem afetado as negociações globais e o comportamento das moedas, influenciando diretamente o mercado acionário brasileiro.

Pesquisa eleitoral reforça incertezas, mas mantém liderança de Lula

No âmbito interno, a pesquisa Genial/Quaest trouxe dados relevantes para a conjuntura política, mostrando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários eleitorais, tanto no primeiro quanto no segundo turno, à frente de Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

A redução da distância entre os candidatos no segundo turno, entretanto, aponta para uma disputa mais acirrada, o que mantém o mercado atento às possíveis consequências políticas para a economia brasileira. Essa dinâmica eleitoral contribui para a alta volatilidade do Ibovespa futuro e para a cautela nas estratégias de investimento.

Perspectivas econômicas e políticas para os próximos meses

O Livro Bege divulgado pelo Fed reforça a percepção de crescimento moderado da economia norte-americana, com expectativas de expansão leve a modesta. Este cenário amortece temores de recessão e indica que cortes graduais nos juros são prováveis.

No Brasil, os agentes financeiros seguem monitorando o avanço da agenda eleitoral e os possíveis impactos das decisões políticas sobre o ambiente econômico. A combinação de fatores técnicos, políticos e geopolíticos cria um panorama complexo que exige atenção redobrada dos investidores.

Em síntese, o Ibovespa futuro reflete hoje a interação entre fatores internos e externos, com o rompimento técnico sinalizando potencial alta, mas permeado por incertezas que mantêm o mercado em alerta.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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