Votação no Senado dos EUA impede resolução que exigia aprovação do Congresso para uso de força em Venezuela
Senado dos EUA bloqueia medida que buscava restringir ações militares na Venezuela após mudanças de votos republicanos pressionados por Trump.
Senado bloqueia medida para restringir ações militares na Venezuela
Na votação realizada em Washington, o Senado dos Estados Unidos rejeitou a medida para restringir ações militares na Venezuela, após o presidente Donald Trump conseguir alterar o posicionamento de dois senadores republicanos. A decisão ocorreu em uma votação apertada de 51-50, com a vice-presidente JD Vance atuando como voto de desempate para impedir a aprovação da resolução que exigia aprovação prévia do Congresso para uso de força contra a Venezuela.
Pressão política de Trump sobre senadores republicanos altera cenário
Os senadores Josh Hawley, do Missouri, e Todd Young, de Indiana, haviam inicialmente apoiado a resolução, que buscava exigir autorização legislativa para qualquer ação militar na Venezuela. Porém, após trocas diretas e pressão do presidente Trump, ambos mudaram seus votos, alinhando-se à maioria republicana contrária à medida. Hawley mencionou uma carta do Secretário de Estado Marco Rubio como fator para a mudança, na qual foi assegurado que não há tropas americanas no país sul-americano.
Contexto da resolução e implicações para o poder do Congresso
A medida, liderada pelo senador Tim Kaine, da Virgínia, tinha o objetivo de reafirmar o papel constitucional do Congresso no controle do uso da força militar, uma questão sensível em meio às ameaças recentes de Trump relacionadas à Venezuela, Irã e Groenlândia. Líderes democratas, como Chuck Schumer, defenderam a resolução como necessária para evitar que o presidente conduza ações militares sem debate e autorização legislativa, ressaltando os riscos de uma escalada militar na região do Caribe.
Reação dos democratas e divergências entre republicanos
Enquanto 47 democratas votaram a favor da resolução, apenas três republicanos — Rand Paul, Lisa Murkowski e Susan Collins — mantiveram apoio à medida na votação final. A mudança de posicionamento dos senadores republicanos evidenciou a influência que Trump mantém sobre seu partido, especialmente quando pressiona para consolidar apoio em temas militares e de política externa. A rejeição da resolução indica uma tendência de resistência do Congresso a limitar unilateralmente o poder presidencial em questões de guerra.
Perspectivas futuras sobre ações militares e papel do Congresso
Com a rejeição da medida, o presidente Trump mantém uma margem maior para conduzir operações militares sem necessidade de autorização prévia do Congresso na Venezuela. No entanto, o debate político em torno do tema evidencia a preocupação crescente de legisladores democratas quanto ao controle e à transparência das decisões de guerra. A situação reforça a tensão entre os poderes executivo e legislativo nos Estados Unidos sobre a condução da política externa e o uso da força militar.
Fonte: www.nbcnews.com
Fonte: Donald Trump speaks
