Filhote de macaco-prego chora morte da mãe atropelada no Espírito Santo

Cena comove na Floresta Nacional de Pacotuba e reforça impactos das rodovias sobre a fauna local

Filhote de macaco-prego chora a morte da mãe atropelada em rodovia que corta Floresta Nacional de Pacotuba, ES.

A cena que emocionou servidores e visitantes na Floresta Nacional de Pacotuba, no Espírito Santo, no dia 13 de janeiro de 2026, ilustra o impacto direto da presença de rodovias dentro de unidades de conservação. Um filhote de macaco-prego foi encontrado ao lado do corpo de sua mãe, atropelada fatalmente no asfalto que corta a floresta. A história desse “filhote de macaco-prego” chama atenção para os desafios enfrentados pela preservação da fauna em áreas fragmentadas.

O impacto das rodovias na fauna da Floresta Nacional de Pacotuba

A Floresta Nacional de Pacotuba é um ambiente protegido que sofre com a fragmentação causada pela construção de rodovias que cruzam seu território. Animais silvestres, como o macaco-prego, são forçados a atravessar essas vias para buscar água, alimento e espaços para se locomover. Essa dinâmica aumenta significativamente o risco de atropelamentos e mortes, como o ocorrido recentemente.

A morte da mãe do filhote evidencia como a infraestrutura humana pode interferir fatalmente na vida selvagem. Essa perda interrompe não só a história de uma família animal, mas também dificulta a sobrevivência do filhote, que depende do cuidado materno nos primeiros meses.

A reação do filhote e o apelo à conscientização dos motoristas

O filhote permaneceu ao lado do corpo da mãe, demonstrando um comportamento que comoveu quem presenciou. Essa reação tem sido interpretada como um luto instintivo, mostrando a complexidade das relações familiares entre macacos-prego.

A administração da Floresta Nacional de Pacotuba fez um apelo nas redes sociais para que os motoristas reduzam a velocidade, respeitem a sinalização e dirijam com atenção redobrada nesse trecho. A mensagem reforça que os animais não são “apenas animais”, mas partes importantes de um ecossistema e de famílias que sofrem perdas irreparáveis.

Casos semelhantes evidenciam um problema recorrente no Brasil

Há poucos dias, um caso semelhante foi registrado em Alta Floresta, Mato Grosso, onde um filhote de macaco-prego foi filmado agarrado ao corpo da mãe atropelada. Essas ocorrências recentes apontam para um padrão preocupante de atropelamentos de fauna silvestre em rodovias brasileiras, principalmente em regiões próximas ou dentro de unidades de conservação.

A repetição desses casos reforça a necessidade urgente de políticas públicas que promovam a segurança da fauna, como a instalação de passagens seguras para animais, campanhas educativas para motoristas e fiscalização rigorosa nas estradas.

A importância da preservação e do manejo sustentável das unidades de conservação

Além de proteger áreas verdes, as unidades de conservação como a Floresta Nacional de Pacotuba são essenciais para garantir a sobrevivência de espécies ameaçadas e manter o equilíbrio ambiental. A fragmentação causada por estradas impede o fluxo natural dos animais e aumenta a mortalidade.

Medidas de manejo que integrem a infraestrutura humana ao habitat natural são fundamentais para minimizar os impactos. A conscientização da população e a colaboração entre órgãos ambientais, governos e comunidade são decisivas para preservar a biodiversidade.

O futuro do filhote e a responsabilidade coletiva

Até o momento, não há informações oficiais sobre o resgate ou cuidados direcionados ao filhote encontrado ao lado da mãe. Essa situação coloca em evidência a responsabilidade coletiva em relação à proteção dos animais silvestres, especialmente dos mais vulneráveis.

É imprescindível que ações imediatas sejam tomadas para garantir o bem-estar do filhote e prevenir novos acidentes. O envolvimento das autoridades ambientais e a sensibilização da sociedade são passos essenciais para assegurar que histórias como essa não se repitam.

Fonte: www.metropoles.com

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