Toffoli critica demora da Polícia Federal em operação contra o Banco Master

Ministro do STF aponta descumprimento de ordem judicial pela PF na investigação de fraudes bilionárias

Toffoli critica Polícia Federal por descumprir ordem judicial na operação Compliance Zero contra o Banco Master.

Toffoli critica Polícia Federal por demora na operação Compliance Zero

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, criticou publicamente a Polícia Federal por descumprir uma ordem judicial na segunda fase da operação Compliance Zero, que visa investigar fraudes bilionárias no Banco Master. Segundo o ministro, a PF deveria cumprir os mandados no prazo de 24 horas após a autorização concedida em 7 de janeiro, mas apenas executou a operação em 12 de janeiro, configurando atraso significativo.

Toffoli destacou que essa demora pode ter comprometido a integridade das provas e classificou o episódio como demonstração de “falta de empenho” da Polícia Federal. Ele cobrou explicações formais do diretor-geral da corporação, ressaltando que qualquer prejuízo decorrente da frustração das medidas será de responsabilidade exclusiva da PF.

Detalhes da operação e impacto financeiro das fraudes investigadas

A segunda fase da operação Compliance Zero teve como foco diversos endereços ligados ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e seus familiares, além de empresários envolvidos no esquema. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, com bloqueios e sequestros de bens avaliados em mais de R$ 5,7 bilhões.

Entre os itens apreendidos estavam valores em espécie próximos a 100 mil reais, veículos de luxo, relógios caros e armas. O alcance da investigação evidencia a magnitude da fraude, considerada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, possivelmente a maior da história bancária brasileira.

Pressão judicial e responsabilidades na condução da investigação

A atuação do STF, representada pelo ministro Toffoli, busca assegurar o cumprimento rigoroso das determinações judiciais para preservar a eficácia da investigação. A demora da Polícia Federal em agir dentro do prazo estipulado gera questionamentos sobre a eficiência e comprometimento da corporação diante de casos de elevada complexidade e impacto econômico.

Toffoli ressaltou que a PF teve tempo suficiente para planejar a operação e que a responsabilidade pela execução da ordem judicial é exclusivamente da Polícia Federal, cuja inércia pode prejudicar o andamento das apurações.

Repercussões e próximos passos na apuração dos crimes financeiros

A investigação continua em curso, com a expectativa de que as explicações da Polícia Federal sejam apresentadas e que eventuais falhas sejam corrigidas para garantir o sucesso das medidas judiciais. O caso Banco Master segue sendo acompanhado de perto pelas autoridades, dada a relevância econômica e social das fraudes detectadas.

O desdobramento da operação poderá influenciar futuras ações no combate a crimes financeiros e na responsabilização de envolvidos em esquemas de grande escala, reforçando a importância da atuação eficiente dos órgãos públicos encarregados da investigação e repressão.

Fonte: agenciavoz.com.br

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