Presidente dos EUA não planeja demitir chefe do Federal Reserve mesmo com apuração criminal em curso
Trump afirma não ter planos para demitir Jerome Powell no Fed, mesmo diante de investigação criminal em andamento.
Contexto da declaração de Trump sobre Jerome Powell no Fed
Donald Trump afirmou na última quarta-feira que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, permanece sólido em seu cargo, apesar de uma investigação criminal que o envolve. A declaração veio em meio a questionamentos sobre possíveis mudanças no comando do Fed, cuja autonomia é vista como crucial para a estabilidade econômica dos Estados Unidos. Powell, que foi nomeado por Trump durante seu primeiro mandato, enfrenta acusações ligadas a gastos excessivos em um projeto imobiliário da entidade.
Detalhes da investigação criminal e suas implicações
A investigação criminal iniciada pelo Departamento de Justiça foca em um projeto de reforma que custou US$ 2,5 bilhões para modernizar dois prédios históricos da sede do Fed. Jerome Powell negou irregularidades e classificou a apuração como um movimento político para pressioná-lo a reduzir as taxas de juros de acordo com os interesses do presidente. O caso levanta questões sobre o papel do banco central e o peso das pressões políticas no processo decisório econômico.
Possíveis sucessores e os planos de Trump para o Fed
Embora Powell tenha seu mandato como chefe do Fed até maio, Trump sinalizou que está considerando outros nomes para sucedê-lo, incluindo o ex-diretor do Fed Kevin Warsh e o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett. Ele descartou publicamente o secretário do Tesouro Scott Bessent para a vaga, afirmando que ele prefere permanecer na atual posição. A decisão final sobre a nomeação deve ser anunciada nas próximas semanas, conforme indicado pelo presidente.
Impacto das tensões entre o Executivo e o Federal Reserve
A relação entre Trump e Powell tem sido marcada por divergências, principalmente sobre a política de juros. Trump tem cobrado publicamente uma redução mais agressiva das taxas para estimular a economia, enquanto Powell manteve uma postura mais cautelosa visando o controle da inflação. Essa tensão coloca em evidência o desafio de preservar a independência do banco central frente às pressões políticas, tema amplamente debatido entre economistas e agentes financeiros.
Consequências para o dólar e o cenário econômico internacional
Especialistas alertam que a perda da autonomia do Fed pode enfraquecer o valor do dólar e contribuir para a inflação nos Estados Unidos e globalmente. Trump, entretanto, minimizou essas preocupações, afirmando que não se importa com as críticas e enfatizando que espera lealdade dos parlamentares que irão confirmar seu indicado para o Fed. A postura do presidente reflete um cenário de incertezas para o futuro da política monetária americana e seus reflexos no mercado internacional.
Fonte: www.moneytimes.com.br
