Com protestos intensos e milhares de mortos, presidente dos EUA recomenda saída imediata de cidadãos americanos no Irã
Diante da crise e dos protestos violentos no Irã, Donald Trump orienta americanos a deixarem o país imediatamente.
Contexto dos protestos no Irã e orientação de Trump
Os protestos que eclodiram no final de dezembro de 2025 no Irã, principalmente nas áreas comerciais de Teerã, motivaram um movimento de insatisfação popular que já resultou em mais de 2 mil mortos, conforme estimativas de grupos de direitos humanos sediados nos EUA. Em um cenário de crescente instabilidade política e econômica, Donald Trump orienta americanos a deixarem o Irã imediatamente. O alerta foi feito durante visita a uma fábrica no estado de Michigan, refletindo preocupação com a segurança dos cidadãos norte-americanos diante da escalada da violência.
Impactos econômicos e origem da crise no Irã
A crise atual tem origem na decisão do Banco Central do Irã de encerrar um programa de câmbio preferencial que beneficiava importadores com dólar a preços reduzidos. Essa medida provocou uma disparada dos preços de itens básicos como óleo e frango, levando à escassez generalizada e ao fechamento de lojas pelos bazaaris, tradicionalmente aliados do regime. O aumento da inflação e a insuficiência das transferências governamentais fizeram as manifestações ganharem força e se espalharem para outras cidades, transformando o movimento em um levante político contra o governo de Ali Khamenei.
Repressão e isolamento digital do regime iraniano
O governo iraniano respondeu aos protestos com forte repressão, incluindo o uso de munição real e gás lacrimogêneo para conter manifestantes, segundo relatos. Além disso, foram implementados cortes no acesso à internet e nas linhas telefônicas, dificultando a comunicação interna e externa. Essa estratégia de isolamento visa controlar as informações e evitar a difusão dos protestos, mas gerou críticas internacionais e suspeitas de violações a direitos humanos. O regime atribui a responsabilidade pela instabilidade a supostas interferências dos Estados Unidos e aliados.
Possível intervenção e postura dos EUA
Donald Trump evitou confirmar o envio de ajuda militar ou diplomática, mas indicou que “ajuda está a caminho” para os manifestantes e sugeriu que uma intervenção poderia ocorrer. Essa postura gera especulações sobre a extensão da participação dos EUA na crise iraniana, sobretudo após o seu alerta para a saída imediata dos americanos do país. A Casa Branca ainda não divulgou planos formais de evacuação, enquanto o Departamento de Estado acompanha a situação de perto.
Reações internas no Irã e desdobramentos políticos
Ali Khamenei, líder supremo do Irã, rejeitou as acusações de responsabilidade pelo massacre e criticou Donald Trump, afirmando que o presidente norte-americano deveria “focar em seu próprio país”. O regime continua a classificar os protestos como atos de sabotagem e tenta manter o controle apesar da pressão popular. A revolta, que começou por questões econômicas, ganhou contornos políticos, com reivindicações por reformas e maior liberdade civil, indicando um possível ponto de inflexão na estabilidade do país.
Conclusão: cenário de incertezas e riscos na região
Com a recomendação de Trump para que americanos deixem o Irã imediatamente, o país enfrenta um cenário de forte instabilidade e tensão internacional. A crescente repressão, o isolamento digital e a crise econômica criam um ambiente propício para desdobramentos imprevisíveis. O mundo acompanha atentamente a situação, considerando que a escalada no Oriente Médio pode gerar impactos geopolíticos significativos.
Fonte: www.conexaopolitica.com.br
