Alckmin minimiza impacto da tarifa de 25% dos EUA sobre comércio com Irã

Cadu Gomes/VPR

Vice-presidente Geraldo Alckmin avalia que tarifa anunciada por Donald Trump terá efeito limitado na economia brasileira devido ao baixo volume comercial com Teerã

Alckmin considera que tarifa de 25% anunciada por Trump pode ter impacto limitado no Brasil devido à pequena relação comercial com o Irã.

Contexto da tarifa de 25% anunciada por Donald Trump

A tarifa de 25% anunciada por Trump em 12 de janeiro de 2026 visa penalizar países que mantêm comércio com o Irã. A medida faz parte de um pacote de sanções econômicas visando aumentar a pressão sobre o regime do aiatolá Ali Khamenei, diante da escalada dos protestos internos e da crise econômica que assola o país após décadas de sanções internacionais.

Avaliação de Geraldo Alckmin sobre o impacto para o Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin, responsável pela pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, minimizou os efeitos da tarifa de 25% anunciada por Trump. Ele destacou que a relação comercial entre Brasil e Irã é limitada, com exportações brasileiras da ordem de US$ 2,5 bilhões, enquanto as importações vindas do Irã somam menos de US$ 200 milhões, configurando um superávit para o Brasil.

Alckmin ressaltou ainda as dificuldades práticas para a aplicação da tarifa, que precisaria ser imposta a mais de 70 países que comercializam com o Irã, incluindo importantes nações europeias. “Não vejo que a supertarifação seja de fácil execução”, afirmou, indicando que o Brasil aguardará a publicação oficial da Ordem Executiva para analisar as medidas cabíveis.

Implicações regionais e econômicas da tarifa

O anúncio da tarifa surge em meio a um cenário de tensão regional e econômica. A pressão dos Estados Unidos sobre o Irã busca intensificar o isolamento econômico do país, que enfrenta uma crise interna profunda, agravada pela conjuntura geopolítica e econômica global. Esta retaliação econômica pode afetar o mercado internacional de petróleo e gerar repercussões em cadeias produtivas globais.

Histórico das relações comerciais entre Brasil e Irã

Historicamente, o comércio entre Brasil e Irã manteve-se em níveis modestos, concentrando-se principalmente em exportações brasileiras de produtos agrícolas e industriais. O superávit comercial brasileiro reflete uma relação comercial assimétrica, que reduz a vulnerabilidade do Brasil a sanções extraterritoriais como a anunciada pelos Estados Unidos.

Possíveis cenários e estratégias para o Brasil

Diante da ameaça da tarifa de 25%, o Brasil poderá adotar diversas estratégias, desde um alinhamento parcial com os Estados Unidos até a busca por alternativas comerciais e diplomáticas que minimizem os impactos econômicos. A definição de políticas dependerá do teor final da Ordem Executiva a ser publicada, momento em que o governo deverá avaliar as consequências para diversos setores econômicos e logísticos do país.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Cadu Gomes/VPR

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