Cena do creme da latinha azul em Três Graças não foi ação publicitária

Arminda (Grazi Massafera) em "Três Graças" (Reprodução/Globo)

Cena com Grazi Massafera gerou elogios por merchan orgânico, mas sem contrato comercial

Cena com o creme da latinha azul em "Três Graças" viralizou, mas não foi publicidade, e sim escolha da produção.

A viralização da cena com o creme da latinha azul em Três Graças

A cena em que Arminda, personagem de Grazi Massafera, aplica o creme da latinha azul na novela “Três Graças” tornou-se um fenômeno nas redes sociais recentemente. Esse momento, exibido sem menção verbal à marca ou enquadramento insistente, levou o público a reconhecer imediatamente o produto. A aposta no creme da latinha azul como elemento natural da narrativa despertou elogios por parte dos espectadores, que viram na cena um exemplo de publicidade sutil e integrada. No entanto, a verdade por trás do uso do creme da latinha azul revela uma abordagem diferente da esperada.

A decisão da produção de arte sobre o uso do creme da latinha azul

Ao contrário do que muitos imaginaram, o creme da latinha azul não foi inserido na novela como parte de uma ação publicitária ou merchandising. A produção de arte de “Três Graças” escolheu o produto para caracterizar a personagem Arminda, utilizando o creme como um item cotidiano condizente com o universo da personagem. Não houve contrato, acordo comercial ou qualquer obrigação de exposição da marca, tornando o uso do creme da latinha azul uma decisão puramente artística e narrativamente orgânica.

A confusão entre dramaturgia e publicidade nas novelas brasileiras

A ausência de rótulo explícito e de elementos típicos de merchandising fez com que a cena com o creme da latinha azul confundisse o público e parte do mercado publicitário. A Globo, emissora responsável pela novela, é conhecida por integrar ações publicitárias cuidadosamente amarradas às suas produções, o que gerou a expectativa automática de que a presença do produto fosse um merchan. A sutileza da cena com o creme da latinha azul, entretanto, rompeu essa lógica, mostrando que a linha entre ficção e publicidade pode ser tênue e facilmente confundida.

O impacto positivo para a marca do creme da latinha azul sem investimento publicitário

Apesar de não haver investimento ou ação comercial direta, a marca do creme da latinha azul saiu beneficiada com a cena. A visibilidade espontânea e as reações positivas do público funcionaram como uma publicidade orgânica e gratuita. O produto tornou-se um símbolo reconhecido e celebrado nas redes, reforçando seu lugar no imaginário coletivo sem esforço financeiro ou estratégico por parte da empresa. Essa situação evidencia o poder da dramaturgia para gerar efeitos de mercado mesmo sem intenção comercial explícita.

A sutileza e naturalidade como ferramentas narrativas em Três Graças

A cena do creme da latinha azul em “Três Graças” é um exemplo raro e eficaz de como a sutileza pode funcionar dentro da dramaturgia para construir personagens e ambientes críveis. A escolha do produto foi coerente com a caracterização de Arminda e fiel ao cotidiano retratado na novela. Esse tipo de detalhe contribui para a autenticidade da narrativa e proporciona momentos que podem ser interpretados como publicidade, mesmo quando essa não é a intenção. Assim, a novela reforça a complexidade da relação entre ficção, realidade e mercado publicitário.

Fonte: portalleodias.com

Fonte: Arminda (Grazi Massafera) em "Três Graças" (Reprodução/Globo)

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