Sistema Cantareira enfrenta estado crítico após uma semana com baixo volume útil

Sabesp tem reduzido a pressão da água à noite na Grande São Paulo, com o objetivo de economizar

Volume útil do Cantareira permanece abaixo de 20%, agravando escassez em São Paulo e exigindo medidas como redução de pressão noturna

O Sistema Cantareira está em estado crítico com volume útil abaixo de 20%, impulsionando medidas de redução da pressão na rede e preocupações em São Paulo.

Sistema Cantareira registra estado crítico com volume útil abaixo de 20%

O Sistema Cantareira enfrenta um estado crítico após completar uma semana com o volume útil reservado em 19,4%, conforme dados do dia 15 de janeiro de 2026. Este nível está significativamente abaixo do mesmo período do ano anterior, quando o volume útil era de 50,3%. A escassez hídrica agravada por chuvas irregulares, ondas de calor e aumento do consumo de água tem exigido medidas emergenciais para mitigar os impactos no abastecimento da Grande São Paulo.

Medidas adotadas pela Sabesp para conter a crise no abastecimento

Para tentar preservar os níveis dos reservatórios, a Sabesp tem implementado a redução da pressão da água durante a noite na rede de abastecimento da Grande São Paulo, onde o sistema Cantareira é um dos principais responsáveis pelo fornecimento. Essa ação visa diminuir o consumo e evitar desperdícios, mas tem provocado reclamações dos moradores, especialmente em áreas mais altas ou distantes dos reservatórios, que sentem maior impacto na pressão e disponibilidade da água.

Estrutura e importância do Sistema Cantareira para a Grande São Paulo

O Cantareira é composto por cinco reservatórios interligados (Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro) com capacidade total de armazenamento de aproximadamente 981,56 bilhões de litros, sendo o único sistema com volume morto. Ele abastece cerca de metade da população da região metropolitana de São Paulo, além de contribuir para o fornecimento de água em Campinas, abrangendo importantes bacias hidrográficas. A interligação recente entre a represa Jaguari e a represa Atibainha ampliou a segurança hídrica, mas não foi suficiente para conter a queda dos níveis nos últimos meses.

Modelo de gestão e monitoramento dos recursos hídricos na Grande São Paulo

Desde outubro de 2025, o governo estadual adotou um modelo de acompanhamento dividido em sete faixas que definem ações conforme o volume médio dos sistemas de abastecimento. A região está atualmente na faixa 4, considerada de atenção, que demanda a redução da pressão da rede por 14 horas diárias. As faixas vão da normalidade, com volumes acima de 44%, até a faixa 7, que prevê rodízio de abastecimento e apoio emergencial com caminhões-pipa. Esse modelo busca conciliar prevenção, controle de consumo e ações emergenciais para evitar a escassez total.

Desafios e perspectivas para o abastecimento de água na região metropolitana

O cenário atual do Sistema Cantareira e outros sistemas integrados, como o Alto Tietê, evidencia a necessidade de políticas robustas para gestão hídrica, adaptação às mudanças climáticas e conscientização sobre o consumo racional. A continuidade das chuvas irregulares e eventos climáticos extremos torna a situação volátil. O monitoramento diário realizado pela Sabesp, Arsesp, SP Águas e ANA é fundamental para avaliar o risco e orientar as medidas de contingência para garantir o abastecimento e minimizar os impactos sociais e econômicos na população da Grande São Paulo.

Fonte: jovempan.com.br

Fonte: Sabesp tem reduzido a pressão da água à noite na Grande São Paulo, com o objetivo de economizar

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