Dengue provoca decreto de calamidade em Caldas Novas com 87 casos suspeitos em 2026

Joao Paulo Burini/Getty Images

Prefeitura de Caldas Novas autoriza medidas emergenciais diante do aumento exponencial de casos e superlotação hospitalar

Dengue em Caldas Novas cresce e prefeitura decreta calamidade pública por 90 dias diante do aumento de casos e pressão nos serviços de saúde.

Contexto do decreto de calamidade pública em Caldas Novas por dengue em 2026

O aumento expressivo da dengue em Caldas Novas, no sul do estado de Goiás, motivou o prefeito Kleber Marra (MDB) a decretar situação de calamidade pública por 90 dias, a partir do dia 13 de janeiro de 2026. O município, conhecido nacionalmente como um importante destino turístico, enfrenta uma epidemia com alto risco de disseminação de outras arboviroses, como a chikungunya. Conforme o levantamento oficial, existem 87 casos suspeitos de dengue e 36 de chikungunya apenas nos primeiros dias do ano, um crescimento atípico em comparação com anos anteriores.

Impactos na saúde pública e resposta da prefeitura

A superlotação do Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida evidencia a pressão crescente sobre a rede de saúde local, que sofre com a sobrecarga causada pelo aumento dos casos. Diante desse cenário, o decreto autoriza a prefeitura a implementar medidas emergenciais para controlar a epidemia, como a aquisição rápida de insumos e materiais individuais de proteção. Também permite contratações temporárias sem licitação, um procedimento raro que reflete a urgência da situação. Além disso, servidores municipais poderão ser convocados para horas extras e mutirões de combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue.

Medidas estratégicas para conter o avanço da dengue em Caldas Novas

O combate efetivo à dengue em Caldas Novas passará por ações integradas de campo, com foco na eliminação dos criadouros do mosquito transmissor. A prefeitura deverá intensificar o trabalho de fiscalização em áreas vulneráveis, promover campanhas educativas e mobilizar a população para a prevenção. A convocação de servidores e a dispensa de licitação visam garantir agilidade nas intervenções. O prazo inicial de 90 dias poderá ser estendido conforme a evolução epidemiológica, ressaltando o caráter dinâmico e adaptativo da resposta municipal. O principal desafio é conter a disseminação da doença em um município que atrai grande fluxo turístico, o que pode potencializar o risco de expansão para regiões vizinhas.

Contexto regional e comparativo com outras localidades próximas

A situação em Caldas Novas se insere em um contexto mais amplo de aumento dos casos de arboviroses no centro-oeste brasileiro. Enquanto o Distrito Federal, por exemplo, registrou mais de 4 mil casos de dengue em 2025 e adotou medidas como a soltura de mosquitos modificados para conter a infestação, Caldas Novas enfrenta a epidemia com recursos mais limitados e desafios logísticos ampliados pelo fluxo turístico. O cenário reforça a necessidade de estratégias regionais coordenadas para o enfrentamento das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, que são agravadas pela mudança climática e outras condições ambientais.

Perspectivas e desafios para a gestão da epidemia em Caldas Novas

A eficácia das medidas emergenciais dependerá da capacidade da administração municipal em executar rapidamente ações de campo, fortalecer a rede de saúde e engajar a comunidade local. A superlotação hospitalar já observada pode se agravar se o aumento de casos continuar desenfreado, exigindo planejamento para ampliação de leitos e atendimento. O decreto de calamidade pública representa um mecanismo fundamental para mobilizar recursos e flexibilizar processos administrativos, mas o controle da epidemia também passa por ações preventivas de longo prazo, como saneamento básico e educação em saúde. O monitoramento constante do cenário epidemiológico será essencial para ajustes na estratégia e possível prorrogação do decreto.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Joao Paulo Burini/Getty Images

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