Pedido à AGU visa apurar desinformação e fake news em conteúdo que critica sistema Pix
Rogério Correia acionou a AGU contra Nikolas Ferreira por vídeo que dissemina informações falsas sobre o Pix, solicitando inquérito por fake news.
Inquérito contra Nikolas Ferreira por vídeo sobre Pix gera reação política
O deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo Lula na Câmara, solicitou formalmente à Advocacia-Geral da União (AGU) a abertura de um inquérito para apurar possíveis crimes de desinformação e fake news envolvendo o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). O pedido está relacionado a um vídeo publicado no dia 13 de janeiro de 2026, em que Ferreira divulga informações falsas sobre o sistema Pix. Correia destaca o impacto negativo que tais conteúdos podem ter na confiança do público nas instituições brasileiras.
Detalhes do vídeo e alegações de desinformação
No vídeo compartilhado por Nikolas Ferreira, o deputado sugere que o governo pretende monitorar e tributar as transações realizadas por meio do Pix. Essa alegação foi reiterada por Ferreira, que já havia divulgado conteúdo de teor semelhante no ano anterior. A publicação viralizou nas redes sociais, alcançando milhões de visualizações e milhares de interações, o que aumentou a preocupação sobre a disseminação de informações incorretas sobre o sistema financeiro.
Defesa da Receita Federal contra as falsas acusações
Em resposta às declarações de Nikolas Ferreira, a Receita Federal emitiu uma nota oficial esclarecendo que as informações sobre monitoramento e tributação do Pix são totalmente falsas. O órgão reafirma que a Constituição Federal proíbe a tributação sobre movimentações financeiras e que não existe qualquer plano para taxar transações via Pix. A Receita ainda alerta que a circulação de tais mentiras tem o objetivo de enganar a população e beneficiar interesses ligados ao crime organizado.
Impactos da desinformação na confiança do sistema financeiro
A circulação de notícias falsas envolvendo o Pix e outras plataformas financeiras pode enfraquecer a credibilidade do sistema bancário e aumentar a insegurança dos usuários. Especialistas ressaltam que a confiança é um pilar fundamental para o funcionamento das transações digitais e que fake news podem gerar pânico injustificado e desinformação em massa, afetando negativamente a economia e a estabilidade do país.
Desdobramentos da ação e importância da fiscalização contra fake news
O pedido de Rogério Correia à AGU representa um movimento institucional para coibir a propagação de desinformação por figuras públicas. A instauração de inquéritos nesse âmbito visa responsabilizar autores de fake news que atentam contra a ordem pública e a transparência das informações oficiais. O caso reforça a necessidade de mecanismos eficientes para combater notícias falsas, garantindo a segurança jurídica e a credibilidade das instituições brasileiras.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Reprodução/X
