Estudo revela que pontos vermelhos observados no universo primordial são buracos negros jovens cercados por densas nuvens de gás
O Telescópio James Webb identificou jovens buracos negros supermassivos em casulos de gás, explicando pontos vermelhos no universo primitivo.
A descoberta dos casulos de buracos negros supermassivos pelo James Webb
A detecção dos chamados casulos de buracos negros supermassivos pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) em 2022 marcou um avanço notável no entendimento do universo primordial. Esta investigação liderada por cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e da Universidade de Manchester, no Reino Unido, foi publicada na revista Nature em 14 de janeiro de 2026. O estudo revela que os pontos vermelhos observados no cosmos primitivo são, na verdade, buracos negros jovens cercados por densas nuvens de gás que os envolvem como casulos protetores.
O mistério dos pontos vermelhos e as teorias iniciais sobre sua natureza
Inicialmente, a comunidade científica ficou dividida quanto à natureza desses pontos vermelhos. Uma corrente defendia que se tratavam de galáxias compactas e repletas de estrelas, hipótese que se mostrava inconsistente dada a juventude do universo naquela época, insuficiente para a formação de tantos corpos estelares. Outra proposta indicava que esses objetos seriam buracos negros supermassivos em crescimento, sustentada pela observação dos movimentos rápidos indicativos da influência gravitacional de um objeto central denso.
Características e desafios para a identificação dos casulos
Apesar da teoria dos buracos negros supermassivos ser a mais promissora, dois fatores intrigavam os pesquisadores: a ausência das tradicionais emissões de raios X ou ondas de rádio e a massa considerada excessiva para buracos negros tão jovens. A análise dos espectros de luz dos pontos vermelhos mostrou uma luminosidade compatível com buracos negros rodeados por nuvens gasosas densas, que bloqueavam a detecção dos raios X e ondas de rádio pelo James Webb, evidenciando a presença dos casulos.
Reavaliação da massa e implicações para o crescimento dos buracos negros
Com o avanço da pesquisa, a massa desses buracos negros foi recalculada, sendo 100 vezes menor do que estimativas anteriores. Essa descoberta implica que os casulos são estágios iniciais de crescimento dos buracos negros supermassivos, acumulando gás ao seu redor, o que pode influenciar significativamente sua evolução. O entendimento desses processos é essencial para mapear a formação e desenvolvimento de estruturas cósmicas no universo primordial.
Perspectivas futuras e importância dos estudos sobre casulos de buracos negros
Os novos estudos em andamento pretendem confirmar a validade da tese dos casulos, avaliar a frequência com que esses fenômenos ocorrem e compreender sua influência no desenvolvimento dos buracos negros supermassivos. Essa linha de pesquisa contribui para a expansão do conhecimento sobre a dinâmica do universo nas suas fases iniciais e pode revolucionar a forma como interpretamos a formação de galáxias e estruturas estelares complexas.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Divulgação/Nasa
