Banco central decreta liquidação extrajudicial da reag e reforça proteção aos fundos

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Reag Trust enfrenta liquidação pelo BC, mas recursos dos fundos de investimento permanecem protegidos e separados do patrimônio da instituição

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag Trust, destacando que fundos de investimento permanecem juridicamente protegidos e separados.

Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Reag Trust em 15 de janeiro de 2026

O Banco Central (BC) anunciou a liquidação extrajudicial da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., atualmente denominada CBSF Distribuidora, sediada em São Paulo. A decisão ocorreu devido a graves violações das normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN). A liquidação extrajudicial da Reag gera efeitos imediatos sobre a instituição, mas é importante destacar que os fundos de investimento administrados por ela permanecem juridicamente protegidos e separados do patrimônio da instituição. A medida visa resguardar o mercado financeiro e a integridade dos investidores.

Proteção jurídica dos fundos de investimento durante a liquidação da Reag

A liquidação extrajudicial da Reag Trust não impacta os recursos aplicados pelos investidores em fundos de investimento, pois eles são juridicamente separados do patrimônio da administradora. Essa separação é garantida pela legislação vigente, o que impede que os ativos dos fundos sejam usados para pagamento de credores da instituição liquidada. O advogado especializado em direito empresarial Leonardo Roesler esclarece que, apesar da liquidação da pessoa jurídica, os fundos continuam existentes e válidos, mesmo que temporariamente sem a administradora ou gestora original. Essa proteção é fundamental para manter a confiança do mercado e assegurar a segurança dos investidores.

Substituição da administradora e possíveis restrições temporárias

Com a liquidação, haverá a necessidade de substituição da administradora ou gestora responsável pelos fundos, conforme a regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essa transição pode ocasionar restrições temporárias em alguns tipos de resgate, impactando a liquidez para os cotistas durante o processo. O valor a ser recebido pelos investidores dependerá da performance dos fundos no momento do resgate e das regras estabelecidas em seus regulamentos. Ainda assim, a estrutura de proteção jurídica busca minimizar riscos e garantir que os direitos dos cotistas sejam preservados.

Implicações para investidores com exposição direta à Reag Trust

Investidores que possuíam exposição direta à instituição liquidada, ou seja, que tinham recursos aplicados diretamente na Reag Trust, deverão aguardar o desfecho do processo de liquidação para eventual ressarcimento. Esse retorno está condicionado ao resultado da realização dos ativos da instituição durante a liquidação, podendo implicar em perdas ou atrasos. A operação ressalta a importância da segregação dos patrimônios para proteger os investidores que aplicam em fundos administrados pela instituição, em contraste com os riscos de exposição direta.

Impacto da liquidação no sistema financeiro e próximo passo do Banco Central

A Reag Trust se enquadrava no segmento S4 para fins de regulação prudencial, representando uma fatia pequena do Sistema Financeiro Nacional, equivalente a 0,001% do ativo total ajustado. Mesmo assim, a multiplicação do patrimônio sob gestão da Reag, que passou de R$ 25 bilhões em 2020 para R$ 341 bilhões em 2025, chamou atenção das autoridades. O Banco Central indicou que continuará as apurações sobre as responsabilidades relacionadas às violações detectadas e que outras sanções poderão ser aplicadas conforme os resultados dessas investigações. A liquidação da Reag é parte de um esforço mais amplo para garantir a estabilidade e a legalidade no mercado financeiro brasileiro.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

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