Smart Fit registra queda de até 9% em ação pela maior concorrência e margens apertadas

Declínio das ações SMFT3 reflete preocupações do mercado sobre desafios para ampliar margens e competição crescente no setor de academias

Smart Fit teve queda de até 9% nas ações, pressionada por competição acirrada e perspectiva de margens menores em 2026, segundo executivos.

Contexto da queda das ações da Smart Fit em 15 de novembro

A Smart Fit queda de até 9% nesta quinta-feira (15) no Ibovespa reflete uma combinação de fatores ligados ao cenário competitivo e às perspectivas operacionais da empresa. Segundo analistas da Ativa Investimentos, o recuo se deve principalmente a falas do CEO Edgard Corona em um evento fechado, onde ele destacou a dificuldade de crescimento da margem da companhia para o ano de 2026. Corona também ressaltou a intensificação da concorrência, especialmente com redes de academias menores, o que sinaliza um ambiente mais desafiador para a expansão dos lucros.

Análise do impacto da concorrência e da estratégia da Smart Fit

O mercado vem acompanhando com atenção a reação da Smart Fit diante da crescente competição no setor de academias, que agora inclui novos entrantes, como a rede australiana F45 Training, que está desembarcando no Brasil. Esse movimento aumenta a pressão sobre a empresa para manter sua base de clientes e margens operacionais. Marcelo Boragini, especialista da Davos Investimentos, observa que o forte fluxo vendedor das instituições financeiras internacionais também contribui para a volatilidade das ações, especialmente após uma valorização significativa recente dos papéis da SMFT3.

Expansão recorde da Smart Fit e perspectivas para o futuro

Em 2025, a Smart Fit encerrou o ano com a maior expansão anual de sua história, adicionando 341 academias, ultrapassando a previsão inicial que indicava entre 340 e 360 unidades. Essa ampliação levou a rede a operar 2.084 academias em 16 países, sendo 81% próprias e 19% franquias. O Brasil concentrou 47% dessas inaugurações, enquanto México e outros países completaram o restante. Apesar desse crescimento expressivo, o desafio de manter margens robustas permanece no radar da diretoria, com implicações financeiras que refletem no mercado de capitais.

Reação do mercado e implicações para investidores institucionais

O declínio das ações da Smart Fit também pode ser interpretado como uma correção natural após um período de valorização intensa. Especialistas destacam que ajustes de posição por parte de investidores institucionais, sobretudo estrangeiros, são comuns em momentos de incerteza sobre resultados futuros. O alerta do CEO sobre margens menores em 2026 reforça a cautela do mercado e sugere um cenário de maior volatilidade para os papéis da empresa.

Considerações finais sobre o setor de academias e os desafios da Smart Fit

A queda das ações da Smart Fit evidencia um setor de academias em transformação, onde a competição se intensifica e as margens podem sofrer compressões. A entrada de novas redes e a necessidade de inovação constante obrigam players tradicionais a repensar suas estratégias de crescimento e rentabilidade. Para os investidores, a atenção deve se voltar para a capacidade da Smart Fit de adaptar seu modelo de negócios, controlar custos e sustentar sua expansão sem comprometer a performance financeira.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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