BTG prevê oportunidades em setores específicos dos FIIs com foco em qualidade e valorização progressiva
BTG Pactual projeta um 2026 equilibrado para fundos imobiliários, com oportunidades nos setores de lajes corporativas, galpões e shoppings.
Contexto e expectativas para fundos imobiliários em 2026
O mercado de fundos imobiliários em 2026 deve apresentar um cenário equilibrado, conforme avaliação do BTG Pactual, que projeta um ambiente de oportunidades combinadas com certa volatilidade. O relatório divulgado pelos analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira ressalta que, mesmo com juros elevados, a expectativa de redução gradual da taxa Selic deve melhorar o cenário para ativos com geração recorrente de renda. Essa perspectiva é particularmente relevante em um ano eleitoral, quando a volatilidade tende a aumentar.
Setores mais promissores dentro dos fundos imobiliários em 2026
Entre os diversos segmentos dos fundos imobiliários, o BTG destaca a atratividade das lajes corporativas, que ainda negociam com desconto expressivo em relação ao valor patrimonial, especialmente em regiões valorizadas como Faria Lima, Pinheiros e Vila Olímpia. Esse cenário oferece espaço para valorização considerando a melhora operacional já observada. Além disso, os galpões logísticos mantêm demanda sólida e expectativa de crescimento nos aluguéis devido à escassez de imóveis de alta qualidade, embora negociem próximos ao valor patrimonial, exigindo seleção cuidadosa dos ativos.
Os shoppings também despontam como setor interessante para 2026, com negociação ainda descontada e projeção de FFO yield ao redor de 10% ao ano. A isenção de imposto de renda para pessoas físicas com renda até R$ 5 mil deve estimular o consumo das classes B e C, beneficiando tais fundos. Entretanto, a expectativa de IGP-M negativo limita os reajustes de aluguel, o que impõe maior critério na escolha dentro do segmento.
Desafios e oportunidades na gestão e alocação dos FIIs
Para 2026, o BTG recomenda uma alocação gradual e seletiva em fundos imobiliários, priorizando aqueles com maior patrimônio, liquidez e portfólios bem posicionados. A possibilidade de janelas oportunísticas decorrentes do ano eleitoral pode oferecer momentos para entradas a preços mais atraentes. O banco alerta ainda para o avanço das aquisições pagas com cotas, estratégia que pode favorecer crescimento, mas também aumentar a volatilidade e pressão sobre as cotações no curto prazo.
Impactos do ambiente macroeconômico e eleitoral sobre os fundos imobiliários
O panorama macroeconômico, especialmente o comportamento da Selic e da inflação, é fundamental para o desempenho dos fundos imobiliários em 2026. A queda gradual da Selic e inflação mais controlada devem pressionar os dividendos dos fundos de papel, mas mantendo rendimento competitivo com menor volatilidade. O calendário eleitoral, por sua vez, poderá gerar períodos de estresse nos mercados, exigindo maior atenção dos investidores para aproveitar oportunidades sem expor-se excessivamente a riscos.
Perspectivas para os investidores e recomendações do BTG Pactual
Diante do cenário apresentado, a recomendação do BTG é focar em fundos maiores, com estrutura sólida e fluxo de caixa previsível, evitando movimentos abruptos e privilegiando a qualidade dos ativos. A progressividade na exposição aos fundos de tijolo e a seletividade reforçada são estratégias para equilibrar risco e retorno em 2026. Dessa forma, os investidores podem se posicionar para capturar a valorização potencial dos fundos imobiliários, mesmo em um contexto que requer cautela e análise criteriosa.
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: divulgação BTG Pactual
