Laudo final confirma tornado de categoria f2 em São José dos Pinhais

Gabriel Fiori/SEDEST

Documento técnico detalha fenômeno atípico com ventos entre 180 km/h e 253 km/h e orienta medidas de prevenção

Laudo oficial confirma tornado categoria F2 em São José dos Pinhais, com impactos expressivos e orientações para prevenção futura.

Confira a trajetória e o impacto do tornado em São José dos Pinhais

O tornado em São José dos Pinhais ocorreu no fim da tarde do dia 10 de janeiro, com uma trajetória de pouco mais de um quilômetro, iniciando no bairro Guatupê e seguindo de nordeste para sudoeste. O evento foi marcado por comportamento intermitente da nuvem funil, que tocava o solo em pontos específicos, causando danos concentrados e pontuais. Aproximadamente 350 residências foram atingidas, impactando cerca de 1,2 mil pessoas e provocando duas vítimas leves. O fenômeno deixou um rastro de destelhamentos, queda de árvores e deslocamento de objetos, exigindo ações emergenciais para restabelecimento da rede elétrica e liberação de vias.

Análise técnica confirma tornado categoria F2 com ventos superiores a 180 km/h

O laudo técnico final, elaborado com uma força-tarefa multidisciplinar, classificou o tornado como categoria F2 segundo a Escala Fujita, indicando ventos entre 180 km/h e 253 km/h. A avaliação utilizou dados de radares meteorológicos, imagens aéreas captadas por drone com sensor Lidar e vistorias em campo realizadas por meteorologistas. A análise detalhada dos danos estruturais e relatos da população foi fundamental para a conclusão da intensidade do fenômeno e sua singularidade para a região.

Características meteorológicas que favoreceram a formação do tornado atípico

Segundo o diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso, o tornado em São José dos Pinhais foi resultado de uma combinação específica de fatores meteorológicos, incluindo calor intenso, elevada umidade, instabilidade atmosférica e dinâmica dos ventos. Este cenário formou uma célula de tempestade severa que se deslocou pela Região Metropolitana de Curitiba. O evento foi isolado e não configura um padrão recorrente, ressaltando seu caráter excepcional e atípico para a região.

Preparação e resiliência urbana diante de eventos climáticos extremos

O secretário Rafael Greca ressaltou a importância do planejamento urbano para garantir que as cidades sejam mais resilientes diante de fenômenos climáticos extremos, como tornados. O fortalecimento das defesas civis, investimentos em ciência, fundos de emergência e a capacitação da população são pontos essenciais para uma resposta rápida e eficaz. Esse enfoque visa minimizar danos e proteger vidas em futuras ocorrências, alinhando-se a políticas de desenvolvimento sustentável e gestão de riscos.

Ações emergenciais e reconstrução em São José dos Pinhais após o tornado

A prefeita Nina Singer destacou que o laudo técnico proporciona segurança e embasamento para as decisões municipais na fase de reconstrução. O Governo do Estado já encaminhou 2,6 mil telhas para as famílias afetadas e apoiou a remoção de árvores e restauração da infraestrutura danificada. A mobilização da população, equipes de emergência e servidores públicos foi essencial para o atendimento imediato e o fortalecimento da solidariedade comunitária.

Contextualização do evento no cenário climático do Paraná em janeiro

O relatório também situou o tornado dentro de um contexto de forte instabilidade atmosférica que afetou o Paraná em 10 de janeiro, com a atuação de sistema de baixa pressão e condições favoráveis para tempestades severas. Essa célula passou por municípios como Almirante Tamandaré, Colombo e Curitiba antes de atingir São José dos Pinhais, estendendo-se posteriormente até o litoral. O evento reforça a necessidade de monitoramento constante e estratégias integradas para gestão de riscos climáticos na região.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

Fonte: Gabriel Fiori/SEDEST

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas: