Presidente brasileiro destaca papel do Brasil na conclusão de tratado comercial entre Mercosul e União Europeia
Lula se reúne com líderes europeus no Rio para comemorar avanço do acordo Mercosul-UE após mais de 25 anos de negociações.
Lula celebra avanço do acordo Mercosul-UE em encontro no Rio de Janeiro
No dia 16 de janeiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se no Palácio do Itamaraty, Rio de Janeiro, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o chefe do Conselho Europeu, António Costa, para celebrar a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Este encontro reforça o protagonismo do Brasil na conclusão de um tratado que levou mais de 25 anos de negociações para ser alcançado.
Contexto histórico e importância do acordo para o comércio internacional
O acordo Mercosul-UE representa a criação de uma zona de livre comércio entre dois blocos econômicos que juntos somam cerca de 780 milhões de consumidores e movimentam bilhões em comércio. O tratado prevê a eliminação gradual de tarifas de importação sobre produtos agrícolas e industriais, promovendo maior competitividade das exportações brasileiras no mercado europeu. Essa iniciativa visa ampliar o acesso a um mercado de aproximadamente 450 milhões de consumidores da União Europeia, beneficiando setores estratégicos como carnes, açúcar, etanol, suco de laranja e grãos.
Desafios políticos e ambientais que retardaram a formalização do tratado
Apesar de tecnicamente concluídas em 2019, as negociações enfrentaram barreiras políticas e ambientais significativas, especialmente por resistência de setores agrícolas europeus, como os produtores franceses, preocupados com a concorrência. O presidente francês, Emmanuel Macron, destacou-se entre os opositores do acordo. Além disso, no Parlamento Europeu, cerca de 150 parlamentares planejavam recorrer ao Tribunal de Justiça da União Europeia para impedir a implementação do acordo, o que poderia atrasar sua aprovação por meses ou anos.
Cerimônia simbólica no Paraguai e representação brasileira
A formalização oficial do tratado ocorrerá em Assunção, capital do Paraguai, no dia 17 de janeiro, em cerimônia simbólica com a presença dos presidentes da Argentina, Javier Milei; do Uruguai, Yamandú Orsi; e da Bolívia, Rodrigo Paz. O presidente Lula optou por não comparecer ao evento, sendo representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A decisão gerou críticas nos bastidores, uma vez que o governo brasileiro considerava que a assinatura deveria ser realizada no nível ministerial, conforme o acordo inicial.
Impactos econômicos e perspectivas futuras para o Brasil e Mercosul
O governo brasileiro estima que o acordo Mercosul-UE entre em vigor a partir do segundo semestre de 2026, após ratificação pelo Parlamento Europeu e pelos legislativos dos países do Mercosul. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou a expectativa de aprovação rápida no Congresso Nacional. A redução das barreiras comerciais deve incentivar investimentos estrangeiros no Brasil, especialmente em infraestrutura, indústria e tecnologia, além de aumentar a previsibilidade jurídica para negócios. O acordo é visto como uma marca importante da presidência brasileira no Mercosul e um passo estratégico para ampliar as relações comerciais internacionais.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: colorida de Lula e Ursula von der Leyen
