Um bebê de um mês, Noah Gabriel da Cruz Santos, foi declarado morto na Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo, mas surpreendeu a todos ao voltar a apresentar sinais vitais duas horas depois da confirmação de óbito. O incidente ocorreu na última quarta-feira, dia 15, quando Noah sofreu uma parada cardiorrespiratória, levando os médicos a atestarem sua morte. A movimentação do bebê foi notada por uma agente funerária que se dirigiu à unidade para realizar a coleta do corpo, momento em que percebeu que Noah ainda estava vivo.
Letícia Cristina da Cruz Santos, mãe do recém-nascido, relatou que a agente funerária, ao abrir o saco funerário, notou a movimentação do bebê. Em um relato emocionante, Letícia expressou a alegria e a incredulidade da família diante do que consideram um milagre: “Estamos sem reação, em êxtase. Só contemplando nosso milagre e crendo na obra por completo”. A família, que acompanhou todo o processo, não acredita que houve negligência médica, ressaltando que Noah foi bem atendido durante os 32 dias que passou internado na unidade.
A mãe recordou o momento em que viu o filho sem vida, com coloração roxa, e a dedicação da equipe médica para reanimá-lo. “Eu vi a hora do acontecido. Como a doutora ficou e o quanto ela lutou para tentar reanimar ele”, afirmou Letícia. A família está maravilhada com a recuperação do bebê, que voltou a se mover e a abrir os olhos, levando os pais a refletirem sobre a grandeza de Deus e a força de Noah.
Regina Célia Paschoal, a agente funerária que fez a descoberta, também se manifestou sobre o ocorrido, comentando que ao abrir o saco, o bebê começou a se mover e parecia querer respirar. Ela descreveu a cena como surpreendente e impactante.
A Santa Casa de Rio Claro, por sua vez, destacou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente seguidos. A instituição garantiu que não houve falhas no atendimento na UTI Neonatal, onde Noah recebeu cuidados intensivos. De acordo com a Santa Casa, o protocolo brasileiro para constatação de óbito é reconhecido pela sua rigidez e segurança, e a instituição respeita as diferentes interpretações sobre o caso.
Noah nasceu com uma condição congênita chamada fenda palatina, que pode afetar a alimentação e o desenvolvimento da fala e audição. Após ser reanimado, o bebê foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da Universidade de São Paulo (USP), em Bauru, onde será submetido a um procedimento cirúrgico.