Decisão do Banco Central paralisa atividades da Reag Investimentos após identificação de irregularidades graves
Banco Central decreta liquidação da Reag Investimentos por fraudes, afetando gestão de cerca de R$ 300 bilhões.
Banco Central liquida Reag após suspeita de fraudes financeiras graves
A decisão do Banco Central liquida Reag Investimentos, hoje rebatizada como CBSF DTVM, foi publicada na manhã de quinta-feira, 15/1, um dia depois da Polícia Federal avançar na segunda fase da operação Compliance Zero. Segundo o BC, a instituição cometeu graves violações às normas do sistema financeiro, incluindo operações sem lastro econômico e empréstimos suspeitos a empresas ligadas à própria gestora. A liquidação paralisa imediatamente as atividades da Reag, que administrava cerca de 90 fundos de investimento com quase R$ 300 bilhões sob gestão.
Suspeitas de engenharia financeira para inflar resultados e desviar recursos
A suspeita central apurada pelas autoridades indica uma complexa engenharia financeira que inflava artificialmente os resultados da Reag e camuflava riscos reais aos investidores. Além disso, haveria desvio de recursos para o enriquecimento ilícito dos administradores da empresa, incluindo o reaproveitamento de empréstimos do Banco Master para aplicação em fundos geridos pela própria Reag. Essas práticas quebram regras fundamentais do sistema financeiro e colocam em risco o equilíbrio dos fundos sob administração.
Impactos da liquidação para investidores e mercado financeiro
Apesar da liquidação decretada, os fundos administrados pela Reag continuam em operação, e os investidores não são afetados imediatamente em seus investimentos. Contudo, a gestão desses recursos precisa ser transferida para novas instituições reguladas para garantir a continuidade e segurança das aplicações financeiras. A medida reforça a necessidade de fiscalização rigorosa diante de operações financeiras complexas que podem comprometer o mercado.
Histórico e relação com Banco Master em esquema suspeito
A liquidação da Reag segue um padrão semelhante ao ocorrido há menos de dois meses, quando o Banco Central também liquidou o Banco Master. Ambos os casos envolvem os mesmos personagens e métodos suspeitos de uso do sistema financeiro para mascarar fortunas e realizar operações fraudulentas. Essa conexão evidencia um esquema que demanda atenção contínua das autoridades e do mercado para prevenir futuras irregularidades.
Posicionamento dos envolvidos e próximos passos da investigação
Até o fechamento desta reportagem, a Reag não havia se manifestado oficialmente sobre a liquidação e as acusações. A defesa de João Carlos Mansur informou que ele ainda não teve acesso ao processo de investigação, mas está à disposição das autoridades. Já a equipe de Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, nega qualquer irregularidade e afirma que o banco sempre operou sob fiscalização rigorosa. A investigação prossegue com bloqueio dos bens dos ex-gestores e busca esclarecer todos os detalhes das operações suspeitas.
Fonte: agenciavoz.com.br
