Ex-presidente sul-coreano é condenado a cinco anos de prisão por lei marcial

m colorida de presidente afastado da Coreia do Sul

Yoon Suk Yeol recebe pena por abuso de poder após decretar lei marcial em dezembro de 2024

Yoon Suk Yeol foi sentenciado a cinco anos de prisão por abuso de poder e obstrução da Justiça após decretar lei marcial.

Contexto da condenação do ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol

A condenação do ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol a cinco anos de prisão por obstrução da Justiça e abuso de poder ocorre após o decreto da lei marcial em 3 de dezembro de 2024, que desencadeou a maior crise política do país desde a redemocratização. O Tribunal Distrital Central de Seul considerou que Yoon utilizou agentes do serviço de segurança presidencial para evitar sua detenção e agiu de forma a excluir ministros de reuniões importantes para a imposição de medidas excepcionais. Essas ações foram entendidas como um claro desrespeito à Constituição e ao Estado de direito.

Impactos da lei marcial e crise política na Coreia do Sul

A imposição da lei marcial pelo ex-presidente Yoon durante um impasse orçamentário com o Parlamento, controlado pela oposição, gerou uma crise sem precedentes. A medida provocou protestos em massa, confrontos com forças de segurança e um cerco prolongado à residência oficial do presidente, que se refugiou com seus seguranças. O decreto foi suspenso pela oposição e, meses depois, levou à destituição de Yoon pelo Tribunal Constitucional, além da convocação de eleições antecipadas, que trouxeram ao poder Lee Jae Myung, seu rival político.

Acusações adicionais e processo em curso contra Yoon Suk Yeol

Além da sentença de cinco anos, Yoon enfrenta outras sete ações judiciais. Em um dos processos mais graves, a promotoria pede a pena de morte sob a acusação de liderar um levante e tentar uma insurreição contra a ordem constitucional. Essa ação inclui alegações de auxílio ao inimigo, relacionadas a operações com drones sobre a Coreia do Norte, consideradas parte da narrativa que justificou a lei marcial. Apesar da moratória sobre a pena capital na Coreia do Sul, o julgamento está previsto para fevereiro de 2026.

Reações e defesa do ex-presidente sul-coreano

Yoon Suk Yeol mantém a defesa de que suas ações estavam dentro das prerrogativas presidenciais para proteger a nação e a ordem constitucional em um momento de crise. Ele nega ter cometido qualquer ilegalidade e argumenta que o exercício de poderes emergenciais não configura insurreição. A defesa ainda tem prazo para recorrer da sentença de cinco anos e acompanhará o andamento dos demais processos.

Legado político e consequências para a Coreia do Sul

O episódio envolvendo Yoon Suk Yeol evidencia as tensões políticas que ainda marcam a transição democrática da Coreia do Sul. A crise provocada pela tentativa de impor a lei marcial abalou a confiança nas instituições e gerou debates sobre os limites do poder presidencial em períodos de instabilidade. A atual administração busca restaurar a estabilidade política e consolidar os processos democráticos após o conturbado período de 2024 e 2025.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: m colorida de presidente afastado da Coreia do Sul

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